domingo, 19 de maio de 2013

Filmes - Reino Escondido


Na última sexta-feira, dia 17 de maio, o cinema recebeu mais um longa metragem animado: trata-se de Reino Escondido, um filme que trata de criaturinhas miúdas lutando pela vida da floresta, enfrentando, assim, os monstrengos responsáveis pela podridão do equilíbrio natural. Reino Escondido, ou Epic, para aqueles que assim preferirem, tem tudo aquilo que uma animação precisa: cores, aventuras e criatividade a mil. E digo mais: Epic também não tem medo de ousar. Apesar de ser uma animação, basicamente voltada para o público infantil, ele conta com cenas fortes e um roteiro que por si só já se mostra um pouco mais adulto do que de costume. A protagonista está numa empreitada para visitar o pai, enlouquecido por uma pesquisa que somente ele acredita ser real, estudo esse o responsável pelo fim do casamento e da carreira do tal homem como cientista. Vemos um cenário de uma família tipicamente problemática, situação que só piora graças à recente morte da mãe, que ainda deixa lacunas no coração dos personagens. Mas a cena toda se inverte quando, durante uma despedida forçada e ríspida, vemos Maria Catarina se envolver com toda a situação dos Homens-Folha, os tais guerreiros da floresta, após se deparar com a Rainha e o Botão que pode salvar a floresta, ou dar um fim a todo o verde de Ronin e seus cavaleiros, iniciando assim o reinado dos Boggans.


Mas o que Reino Escondido tem de tão especial? Como já disse anteriormente, ele já conta com as três características que mais chamam atenção numa animação. Cores graças ao cenário, já que o mundo que se esconde na floresta é imensamente povoado por criaturas magníficas, e aí mesmo podemos constatar a criatividade, das armaduras dos Homens-Folha às roupagens dos Boggans, passando ainda por lesmas falantes, mulheres-flores, botões que desabrocham na escolha de uma nova Rainha e o toque da podridão dos malévolos destruidores da floresta, sem esquecer das engenhocas projetadas pelo Professor Bomba. É tudo fascinante, bem desenhado e animado de uma forma que nos deixa admirados! Fora a simpatia dos personagens, altamente envolventes e carismáticos (apesar do nome da tal Maria Catarina que, pelo amor né, traduções brasileiras que nos envergonham...). É claro que podemos apontar algumas falhas, como a rápida aceitação da MC (Maria Catarina) com sua nova situação de diminuta, a uma figurante que passou rápido demais pelas cenas tomando uma posição importante no desfecho, entre outros, mas nada que estrague a produção. Citando a aventura que comentei acima, as sequências de ação e a movimentação dos personagens é excelente, sem contar as estratégias de combate utilizadas por ambos os lados dos conflitos, com cenas dignas das guerras medievais de O Senhor dos Anéis e similares (sem exagero!).


Enfim, Reino Escondido surgiu tímido no ano de 2013, mas ganhou espaço após alguns trailers liberados mais próximos de seu lançamento. É, sim, uma animação que vale a pena assistir no cinema, se tiver oportunidade, tenho certeza de que não irá se arrepender. Difícil não dar nota 10 para uma animação de tal nível, mas em se tratando de uma caracterização técnica, acho que um 9 não seria exagero, ainda mais com a trilha sonora agradável (e, às vezes, surpreendente, haha) e pela dublagem (a original, claro, porque a brasileira cuidou de destruir algumas tendências). Fica a dica para os amantes das animações e da natureza!

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