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sábado, 15 de junho de 2013

PROXY, um curta-metragem do Slenderman



Já fazia um bom tempo que eu não via nada de interessante na internet sobre o Slenderman, o mito que, em 2012, ganhou uma repercussão absurda. Hoje, no entanto, deparei-me com um curta-metragem muito interessante, que não é recente, mas só o descobri agora. PROXY, como foi intitulado, é uma história com cerca de 9 minutos sobre Vince, um cara que tem sérios problemas com insônia, alucinações, chiados e, acima de tudo, homens altos e sem rosto.

O Hobbit - A Desolação de Smaug




Foi liberado, recentemente, o trailer da segunda parte da trilogia baseada no livro O Hobbit, intitulada A Desolação de Smaug. Cá entre nós, a obra de fantasia de Tolkien está recebendo um tratamento impecável, e Peter Jackson, ainda que todos saibamos que a divisão de um livro curto em três filmes tenha sido uma jogada de marketing e de caça-níquéis, está cuidando para que todas as partes sejam igualmente épicas. O trailer já nos mostra, inclusive, uma pequena parcela do que pode ser Smaug, e é de arrepiar! Assim, com a certeza de que a segunda parte será carregada de cenas incríveis, incluindo a presença de Legolas e sua companheira, Tauriel, uma elfa que não consta no livro mas que trará consigo sequências de batalhas fabulosas, é de se esperar que a terceira parte, portadora da Batalha dos Cinco Exércitos, seja famigerada como o longa metragem com a cena mais épica de todos os tempos!
E você, o que acha que Hobbit tem a nos oferecer?
Lembrando que O Hobbit: A Desolação de Smaug tem lançamento previsto para 13 de dezembro nos melhores cinemas do mundo!
Ainda não viu o novo trailer? Confira AQUI.



quinta-feira, 6 de junho de 2013

Filmes - Se Beber não Case 3 e Star Trek: Além da Escuridão


Os filmes da vez são dois épicos, em termos. O primeiro deles, o final de uma trilogia (que talvez ganhe mais filmes, como uma vez fez Todo Mundo em Pânico) que encerra as aventuras de uma turma que não sabe se divertir sem mexer com o mundo todo. Se Beber não Case - Parte 3 mostra as consequências dos filmes anteriores na vida dos protagonistas. Sem a necessidade de uma festa, toda a história deste terceiro episódio desenrola-se graças a uma conspiração que ocorria enquanto os amigos se divertiam nas histórias anteriores e, agora que, mesmo sem saber, estão envolvidos com grandes criminosos e com a doentia mente de Chow, eles têm de resolver todos os problemas para que uma vida inocente não seja perdida. O filme ganha muito no humor, e é possivelmente muito melhor que o segundo nessa característica (mas duvido que seja melhor do que o primeiro, ainda). Existem cenas memoráveis, como o voo de paraquedas e as enganações do chinês, entre outras. É claro que existem passagens forçadas e desnecessárias, como todo bom filme de comédia tem de ser, mas elas são facilmente deixadas de lado para que se preste atenção na trama complexa e errônea construída pelos erros dos rapazes. E quanto mais eles tentam resolver as coisas, mais as coisas parecem fora de seu lugar, sempre dando errado, sempre se tornando problemas ainda maiores. No fim de tudo, uma cena épica durante os créditos acaba ganhando todas as risadas que o restante do filme não garantiu, mas talvez já fosse tarde demais para caracterizar o filme como uma das melhores histórias de comédia do cinema. Nota 7 de 10.



Já o segundo filme, Star Trek: Além da Escuridão, me surpreendeu positivamente. Eu não sou um fã assíduo da série, sequer sou apaixonado por Star Wars ou ficção científica em geral, então entrei no cinema como um leigo no assunto. Para minha surpresa, tudo o que eu precisava estava ali, bem apresentado e vinculado à passagem de cenas. Os personagens ganham carisma e simpatia, ainda que conhecidos agora, tantos anos depois da série original. É claro que, durante algumas cenas, os fãs das antigas conhecerão melhor os acontecimentos, mas a melhor sacada da produção é não depender de tal fator, deixando que os novos fãs, ou mesmo espectadores de rotina, se acomodem ao filme como uma produção independente de exploradores de mundos. E cá entre nós, que produção! Os efeitos do novo Star Trek são fabulosos, com cenas de ação muito bem planejadas, explosões a todo instante, tiroteios, mundos novos, raças originais e muito mais! As cores e as sombras são simétricas, tudo ao seu tempo, e o roteiro se desenvolve sem pressa, de uma maneira eficaz (ainda que algumas vezes pareça se arrastar para ganhar um pouco mais de tempo de filme). O desfecho é agradável, mas não o melhor, certamente. Eles corrigiram uma sequência da trama para manter o clichê dos bonzinhos, coisa que poderia ter deixado a história muito mais dramática, na minha opinião, mas não fez com que o roteiro fosse totalmente perdido. Certamente uma das maiores produções do ano de 2013, falo sem medo algum. Fica a dica para quem procura um filme de ficção científica dos bons, ou mesmo um filme de ação com uma história bacana de se acompanhar. Nota 9 de 10.

quinta-feira, 23 de maio de 2013

Filme - Somos tão Jovens





Nunca fui um fã assíduo de Legião Urbana. Admiro a banda, sim, mas talvez meu fanatismo exacerbado pelos Engenheiros do Hawaii tenha diminuído e muito a paixão que eu tinha para dedicar às bandas nacionais. Entretanto, por esmero e curiosidade, assim que vi o trailer de Somos tão Jovens, senti-me imediatamente interessado na história. As crônicas de Renato Russo nunca me pareceram tão interessantes quanto da forma que me foram apresentadas naquela pequena exibição que, em seus 3 minutos de introdução, mostrou muito das músicas que marcaram a infância rebelde de todo mundo cuja idade se aproxima da minha (22 anos, até então). Sentei-me na sala de cinema sem saber muito bem o que esperar, e bem, na medida do possível, posso dizer que me surpreendi de maneira bastante positiva.


Em filmes nacionais, sempre espero encontrar duas coisas que me fazem criticar o filme após o término: cenas desnecessárias de sexo e piadas de gosto peculiar para com o próprio povo retratado no filme. Somos tão Jovens, por sua vez, é muito mais discreto do que o tradicionalismo do cinema nacional. A cena mais próxima de sexo é bastante tranquila, nada de abusiva, como vemos quando a cena é feita somente para ganhar ibope. De resto, como bem sabemos, encontramos assuntos polêmicos no filme, como homossexualidade, dúvidas e incertezas, juventude de época, drogas e álcool etc. A maneira como o roteiro cuida de tudo isso não pode ser considerada genial, mas é bastante agradável. Não temos a adaptação perfeita, pois realmente sou obrigado a acreditar que a vida de Renato Russo tenha sido muito mais aventureira do que o apresentado no filme, mas é suficiente para nos mostrar suas opções, escolhas e motivações. A dúvida entre a sexualidade, as amizades que avançam no contexto de sentimentos, tudo isso é caracterizado de maneira exemplar, certamente. Num roteiro curto (já que o filme não conta com o tempo desproporcional do cinema atual), conhecemos personalidades marcantes na vivência do tal professor de inglês Renato, entendendo assim como ele se relacionava e como se portava em devidos momentos.


Sentei-me diante da telona esperando por um filme que me mostraria até a morte de Renato Russo, mas a história encontra seu desfecho muito antes, diante do primeiro show da banda, em 1985. Essa não é uma característica de todo ruim. Talvez assim, comprimindo parte da história, o roteiro tenha evitado diversos empecilhos garantidos por ocasiões futuras da vida do cantor. A cena final, que mistura o encerramento do filme com gravações da apresentação real, no Rio de Janeiro, fascina, sem dúvida alguma, e mostra que o filme cumpriu tudo o que prometeu, ainda que tenha abusado de marketing para fazer um alarde desnecessário. Não é, de todo, o melhor filme nacional já visto na vida, mas tem seu chame, carregado pela essência de uma das bandas de maior sucesso que nosso país já conheceu. Ali, quem não tinha a oportunidade de saber sobre a vida de um ídolo nacional, encontrará uma história emocionante (dramatizada pelo roteiro, claro, mas nem por isso menos agradável aos espectadores), repleta de drama, complexidade, dificuldades e distúrbios de personalidade. O personagem jovial de Renato Russo se mostrou bastante interessante para retratar os problemas da adolescência, não só daquela época como até então. Afinal de contas, ainda existe a época da rebeldia, os traumas, as dificuldades, a situação caótica do cotidiano conturbado de pessoas que ainda não têm famílias para cuidar, mas se complicam da mesma forma.


Enfim, ao término dos créditos, é notável a admiração que se amplia diante da dramatização de um ícone da música brasileira. Continuo preferindo os Engenheiros, claro, mas Legião acabou de ganhar pontos entre meus favoritos, não pela história apresentada, mas sim pelos dramas da realidade que nos foram revelados. Não o filme mais perfeito, nem mesmo a história mais bonita, mas eu, como rascunho de escritor que sou, aprovo tal conceito por acreditar que toda história, seja simples ou fantasiosa, merece ser contada da maneira mais incrível que puder ser retratada.

domingo, 19 de maio de 2013

Filmes - Reino Escondido


Na última sexta-feira, dia 17 de maio, o cinema recebeu mais um longa metragem animado: trata-se de Reino Escondido, um filme que trata de criaturinhas miúdas lutando pela vida da floresta, enfrentando, assim, os monstrengos responsáveis pela podridão do equilíbrio natural. Reino Escondido, ou Epic, para aqueles que assim preferirem, tem tudo aquilo que uma animação precisa: cores, aventuras e criatividade a mil. E digo mais: Epic também não tem medo de ousar. Apesar de ser uma animação, basicamente voltada para o público infantil, ele conta com cenas fortes e um roteiro que por si só já se mostra um pouco mais adulto do que de costume. A protagonista está numa empreitada para visitar o pai, enlouquecido por uma pesquisa que somente ele acredita ser real, estudo esse o responsável pelo fim do casamento e da carreira do tal homem como cientista. Vemos um cenário de uma família tipicamente problemática, situação que só piora graças à recente morte da mãe, que ainda deixa lacunas no coração dos personagens. Mas a cena toda se inverte quando, durante uma despedida forçada e ríspida, vemos Maria Catarina se envolver com toda a situação dos Homens-Folha, os tais guerreiros da floresta, após se deparar com a Rainha e o Botão que pode salvar a floresta, ou dar um fim a todo o verde de Ronin e seus cavaleiros, iniciando assim o reinado dos Boggans.


Mas o que Reino Escondido tem de tão especial? Como já disse anteriormente, ele já conta com as três características que mais chamam atenção numa animação. Cores graças ao cenário, já que o mundo que se esconde na floresta é imensamente povoado por criaturas magníficas, e aí mesmo podemos constatar a criatividade, das armaduras dos Homens-Folha às roupagens dos Boggans, passando ainda por lesmas falantes, mulheres-flores, botões que desabrocham na escolha de uma nova Rainha e o toque da podridão dos malévolos destruidores da floresta, sem esquecer das engenhocas projetadas pelo Professor Bomba. É tudo fascinante, bem desenhado e animado de uma forma que nos deixa admirados! Fora a simpatia dos personagens, altamente envolventes e carismáticos (apesar do nome da tal Maria Catarina que, pelo amor né, traduções brasileiras que nos envergonham...). É claro que podemos apontar algumas falhas, como a rápida aceitação da MC (Maria Catarina) com sua nova situação de diminuta, a uma figurante que passou rápido demais pelas cenas tomando uma posição importante no desfecho, entre outros, mas nada que estrague a produção. Citando a aventura que comentei acima, as sequências de ação e a movimentação dos personagens é excelente, sem contar as estratégias de combate utilizadas por ambos os lados dos conflitos, com cenas dignas das guerras medievais de O Senhor dos Anéis e similares (sem exagero!).


Enfim, Reino Escondido surgiu tímido no ano de 2013, mas ganhou espaço após alguns trailers liberados mais próximos de seu lançamento. É, sim, uma animação que vale a pena assistir no cinema, se tiver oportunidade, tenho certeza de que não irá se arrepender. Difícil não dar nota 10 para uma animação de tal nível, mas em se tratando de uma caracterização técnica, acho que um 9 não seria exagero, ainda mais com a trilha sonora agradável (e, às vezes, surpreendente, haha) e pela dublagem (a original, claro, porque a brasileira cuidou de destruir algumas tendências). Fica a dica para os amantes das animações e da natureza!

domingo, 5 de maio de 2013

Filme - Homem de Ferro 3


E nosso aclamado Tony Stark chegou ao seu terceiro filme neste mês de abril, deixando aquele eterno gosto dos filmes de heróis Marvel. Mas o que podemos falar sobre o terceiro longa metragem do Homem de Ferro? Inovações, surpresas, cenas fabulosas ou somente mais do mesmo?
A primeira coisa que me sinto no dever de comentar sobre é, como vi em infindáveis críticas por aí, a maior caracterização humana de Stark. Em Homem de Ferro 3, que se passa cronologicamente após Os Vingadores, nosso playboy filantropo está humano demais. Não é de todo ruim, claro, mas o homem da armadura de ferro não é assim, tão de ferro, sem ela. Tony sofre ataques de ansiedade em diversas cenas do filme, apresentando um caso de insônia após o envolvimento na batalha com alienígenas e o conhecimento de deuses de outro mundo, provas de que a Terra que ele tanto admira (por lhe render dinheiro, claro) é tão frágil quanto uma boneca de porcelana no asfalto de uma rodovia. Talvez, por isso, tenhamos o filme com maior tempo de Stark sem armadura. Muita gente viu isso como um problema: afinal de contas, sem a proteção tecnológica que ele desenvolveu, não existem grandes cenas de ação e efeitos especiais, não é? Levando em conta o roteiro, por outro lado, é de grande apreciação o desenvolvimento do personagem, agora mais próximo da realidade e dos problemas que o mundo causa a heróis e mortais.
Mas e as cenas de ação? Elas estão lá, certamente que estão, e não decepcionam! Em menor quantidade, realmente, mas cada cena de ação é de brilhar os olhos, abusando de efeitos especiais incríveis e de cenografias abusivas e encantadoras! Fora que, diferente dos filmes anteriores, vemos uma caracterização das armaduras impressionante, já que nessa terceira parte feita pela Marvel existem mais de dez armaduras diferentes! Encontramos até mesmo o Igor, uma versão glorificada da Hulk Buster dos quadrinhos, e aos fãs do personagem desde a época das revistas, isso é um prêmio e tanto!
Defeitos? É simples apontar. Dentre as opções que citei no início da resenha, tenho de aceitar e apontar que o terceiro filme é apenas mais do mesmo. Um vilão de baixa motivação, um roteiro mediano (porém, dessa vez, com a humanização de um personagem que antes não tinha tal característica tão valorizada, o que, por sua vez, rende pontos a tal área), efeitos incríveis, ação de se aplaudir em pé e um Tony Stark com bravatas de se gargalhar. Aproveitamos a valorização da humanidade no filme para nos depararmos com um garoto, encontrado por Stark por acaso, cuja família lhe rendeu grandes problemas. É um coadjuvante temporário, que passa pelo filme como um relâmpago, mas mostra que, no trato do roteiro desta sequência, o cuidado com a mentalidade foi muito maior.
Ao fim, temos o tradicional desfecho de trilogias da Marvel, que adora nos deixar imaginando que aquele herói se aposentou, uma cena pós-créditos bastante cômica, envolvendo nosso querido psicólogo sem temperamento, o Hulk, e aquela famigerada dúvida: haverá uma sequência? Um Homem de Ferro 4 ou um reboot, como é o caso de X-Men - Primeira Classe e O Espetacular Homem-Aranha? A Marvel pode nos enganar nessas partes, mas a frase 'O Homem de Ferro voltará' nos deixa instigados a imaginar o que pode vir pela frente.
Da mesma forma que ver o mundo quase ser destruído e nenhum dos Vingadores aparecer para ajudar o pobre Stark nos deixa instigados a compreender o que os roteiristas fumaram antes de escrever tal história...
Nota: 8 de 10.

segunda-feira, 22 de abril de 2013

Filmes - A Morte do Demônio, Os Croods e Vai que dá Certo

Nos filmes da semana, temos agora um trio bastante distinto, começando com Evil Dead, cuja tradução eficaz dos brasileiros foi capaz de chegar a 'A Morte do Demônio'. Enfim, o que temos aqui? Um remake alucinado de Uma Noite Alucinante, onde um cara muito doido matava demônios com uma serra elétrica presa ao pulso maneta e blablabla. Dessa vez, na nova história de 2013, acompanhamos uma reunião de amigos antigos (e uma namorada penetra de um deles, claro), na intenção de se exilar da sociedade por alguns dias para que a irmã do protagonista possa se livrar de vez das drogas. A casa escolhida fica no meio da floresta, como tem de ser, e é lá que, após encontrarem os sinais de um estranho ritual de bruxaria, as coisas começam a se complicar. Quando um nerd curioso demais lê as páginas do livro negro encontrado no porão, contrariando as normas escritas a sangue no próprio livro, uma criatura bizarra se apossa do corpo da irmã em abstinência, e as coisas são tratadas assim, como insanidade parcial, até que fogem de controle e... bom, vocês terão que assistir pra saber. Num resumo do resumo, temos sangue, sangue demais, e não um filme de terror. Existem alguns sustos espalhados pelo longa, mas o alicerce da produção é causar a angústia no espectador com efeitos especiais reais demais nas fraturas e nos desmembramentos e similares. Temos dedos de profissionais envolvidos em Jogos Mortais, vai esperar por algo diferente disso? É simplesmente impressionante, e realmente chega a ser nauseante, vi várias pessoas saindo da sala incomodadas com as cenas, muito show! Infelizmente, ainda que os efeitos agradem os fãs mais gore, a história não tem nada de especial, e se torna cada vez mais surreal com o passar do tempo. Uma nota? Acho que 7, mas talvez eu seja exigente demais com filmes de terror, então vá conferir você mesmo, certamente não vai se arrepender... se tiver estômago forte, claro!




Em seguida, continuando com o vício nos cinemas do fim de semana, tive a oportunidade de assistir Os Croods antes que estes abandonassem o telão, e bom, não há outra coisa a se dizer senão UAU, que animação engraçada! Sempre tive certeza absoluta de que o filme me agradaria, sabendo que tinha um leve toque dos criadores de Como Treinar o Seu Dragão, uma das minhas animações favoritas, mas nunca imaginei rir tanto dentro de uma sala de cinema assim! Destacando uma cena que me fez gargalhar, o cão-dinossauro rolando para o abismo, coitado do Douglas! Os Croods nos mostra uma família bastante moderna nos termos de convivência, porém habituada nos confins cavernosos de nossa sociedade, acostumados a viver em cavernas mas obrigados a enfrentar a mudança de um mundo preparado para sua evolução. Ali você encontrará o ciúme do pai com o pseudo-namorado de sua filha, o medo da família de perder sua cria, as desavenças de marido e sogra, a rebeldia de uma criança recém-nascida, a estética feminina e a disputa masculina para o domínio, tudo isso e muito mais! Fora que o desenho tem uma qualidade sinistra, com animais e cores lindas de se ver! Recomendadíssimo, pois Os Croods esbanja criatividade e originalidade, usando de um tema antepassado para nos contar como são as coisas hoje em dia entre as pessoas. Nota 9 de 10, ou vão começar a me xingar por dar nota 10 para toda animação que assisto, mas merecia realmente uma nota máxima!



Por último, um filme nacional que muita gente falou bem e eu resolvi conferir. Vai que dá Certo me chamou atenção por um fator primordial, uma coisa que sempre critico nos filmes brasileiros e, dessa vez, não foi necessária: putaria. Cenas de sexo e afins, feitas somente para ganhar ibope, eu jurava que encontraria uma ou outra ali, escondida, mas não, o filme não precisou apelar em momento algum para isso. Pelo contrário, com críticas à sociedade e situações rotineiras, porém que muita gente desconhece, Vai que dá Certo nos mostra um caso que poderia realmente ter acontecido em qualquer cidade do país, e parece muito menos sério do que seria na verdade, mas os atores fazem do grande show um espetáculo a parte, garantindo boas risadas numa história pra lá de confusa! Não é o melhor dos filmes, claro, mas já mostra que o cinema brasileiro tem tudo para continuar a crescer e, um dia, ganhar sua audiência sem precisar de apelações ou similares. Destaque para o garoto que vende balas por estar com fome, mas não come a própria bala por saber que ela é ruim demais, hahaha. Nota final: 8.


É isso aí, mais três filmes para a coleção! E não se esqueçam que essa sexta-feira chega aos cinemas o famigerado Homem de Ferro 3! Vai perder?

segunda-feira, 15 de abril de 2013

Filme - Oblivion


Após sua recente estreia nos cinemas, consegui um tempo para assistir Oblivion e, bom, eu não esperava por aquilo que encontrei. Não farei uma resenha detalhadíssima aqui, até porque é meio que impossível comentar bastante sobre o filme sem acabar soltando um detalhe ou outro da trama principal, mas falemos, então, sobre o que o novo filme do Tom Cruise tem a nos oferecer.
Oblivion é um daqueles filmes de ficção científica que, praticamente, foi feito para mostrar efeitos especiais, e essa é sua maior falha. Em algumas cenas, é possível ver elementos desfocados ao cenário, coisa muito ruim para a tecnologia atual. É claro que tais defeitos são pequenos se comparados ao grande número de cenas feitas perfeitamente, mas não é algo comum visualizar erros como estes em produções recentes. De qualquer forma, deixando tais gafes de lado, vemos Tom Cruise encarnar Jack Harper, o último homem a habitar a Terra, ao lado de Victoria, a última mulher que, juntos, tanto profissionalmente como amorosamente, são os responsáveis pela manutenção dos drones, máquinas criadas para limpeza do cenário caótico que restou de nosso planeta após a guerra que vencemos contra os saqueadores, alienígenas que invadiram a Terra quando os recursos de seu planeta chegaram ao fim.
Isso é o que o filme nos apresenta, mas há muito mais para se ver.
O roteiro é um dos pontos mais fortes de Oblivion, certamente a área que precisou de maior planejamento por parte dos produtores. É um pouco clichê, pode ser sim, mas existem reviravoltas, cenas de impacto e até mesmo algumas surpresas e afins. Não espere encontrar aquele filme que te deixe de boca aberta, batendo a cabeça na parede pra tentar entender como as coisas foram parar naquela situação, mas prepare-se para se confundir um pouco com revelações em cima de revelações, pois as coisas tendem a se misturar bastante.



A trilha sonora, por sua vez, também é um ponto muito forte do filme. Ela chega a ser um pouco repetitiva, sim, às vezes durando mais do que deveria nas cenas de ação, mas a OST faz com que as cenas marcantes se tornem realmente empolgantes, ainda que o cinema XD da Cinermark tenha quase me deixado surdo com o tanto de barulho que esse filme faz. É como se o seu coração batesse junto dos pesados sons que tocam durante os combates, gerando uma adrenalina diferenciada.
O elenco também é muito bom, mas nada para se aplaudir de pé, fora que eles abusam bastante da marca registrada da cinemática contemporânea, ou seja, mostram sempre que podem o corpo do casal, tanto da mulher quanto do homem, para ganhar o público cuja finalidade maior dentro do cinema é ver atores com poucas roupas (coisa que, cá entre nós, é muito mais fácil de se ver do que deveria).
Enfim, Oblivion agradou, apesar de poder ser melhor em diversas partes. Eu, que não sou um grande fã de ficção científica, saí do cinema alegre em ter passado 120 minutos da minha vida ali, diante de cenas tão dramáticas e de um roteiro simplório, mas talhado da melhor forma possível. Se você admira ficção científica, esse é um prato cheio, pode ter certeza! Se não admira, como eu, por que não dá uma chance? Você pode se surpreender... ou não, mas é sempre válido tentar.

quarta-feira, 10 de abril de 2013

Filme/Anime - Hack//Beyond the World


Se essa não é a CG mais bonita que o mundo já viu até então, que alguém atire a primeira pedra e me mostre alguma melhor.
Não é segredo para ninguém que eu sou um grande fã da série .hack//, já tendo conferido diversos dos jogos, na época em que eles davam as caras nos Estados Unidos (saindo, assim, em inglês, para os pobres leigos de japonês, como eu), bem como mangás e animações, incluindo, entre estas, a Trilogy, compilação tridimensional que resume os três jogos da série G.U. É claro que, dentre isso tudo, muita coisa deixou a desejar, não obtendo o mesmo padrão fabuloso que grande parte da série tem, infelizmente, mas não podemos crucificar ninguém por errar algumas vezes, não é? Depois disso, quando fiquei sabendo do lançamento de Hack//Link, versão para PSP do rpg eletrônico online que se joga offline, me animei em vão, já que o jogo jamais ganhou uma tradução americana. Eu já estava perdendo as esperanças de acompanhar a série quando vi que um novo jogo, dessa vez de luta entre os personagens mais famosos, seria lançado para PS3, igualmente sem tradução.
Mas, junto com Hack//Versus, a surpresa.


Hack//Beyond the World, ou, se preferir, Hack//Sekai no Mukou Ni, é uma animação completamente feita em CG, no maior estilo de Final Fantasy VII: Advent Children, porém com melhorias incríveis! Diferente de Advent Children, que buscou a perfeição no que se diz respeito à caracterização de personagens mais próxima do realismo, Hack tentou se afastar disso, deixando tudo colorido, jovial e, acima de tudo, lindo de se ver. As paisagens, os cenários, as construções e até mesmo os personagens figurantes, tudo, tudo MESMO, é incrível de se admirar! Tem tantos detalhes nas passagens que, por vezes, você até se perde enquanto assiste as cenas, tentando ver tudo ao mesmo tempo e, assim, deixando de lado muitas coisas. OI resultado do trabalho duro da equipe da Cyber Connect foi uma maravilha sem igual no termo de animação gráfica, assunto que, cá entre nós, os japoneses dominam. Você pode conferir algumas cenas ao longo dessa postagem, mas nem de perto elas ilustram o quão fantástico é acompanhar a movimentação esplendorosa dos personagens, suas lutas e a interação destes com o mundo ao seu redor, é tudo simplesmente maravilhoso!


Deixando para trás a qualidade da animação, falemos sobre o roteiro em si. Hack//Beyond the World conta a história de Sora, uma garota que, no meio de um bando de nerds que já perdem toda a vida social no jogo mais famoso do mundo, o rpg eletrônico e online The World, sequer sabe do que eles estão falando. Ela tem uma certa 'aversão' a tecnologias, graças a um certo trauma do passado, e por isso nunca se interessou pelo jogo, o que acaba rendendo algumas discussões com seus companheiros de escola. Um belo dia, por livre e espontânea pressão, Sora acaba decidindo testar o jogo e, na pele do avatar Kite, um personagem masculino criado por seu aparelho de interação digital, ela se depara com o que acaba por se tornar a maior aventura surreal de sua vida.


Não é nada muito diferente do que tínhamos nas séries anteriores, correto? Mas é aí que as coisas começam a mudar. Distinto das antigas histórias de Hack, Beyond the World apresenta um grande fluxo de cenas offline, ou seja, no mundo de Sora e de seus amigos, mostrando a relação entre eles na escola e fora desta. Há, é claro, uma grande quantidade de cenas online, que são, no caso, os maiores trunfos para que o filme se mostre assim, incrível, mas essa mistura fez da história mais real e densa. Tivemos OVA's onde conhecemos o mundo exterior, mas a grande maioria dos projetos de Hack sequer se importavam em nos contar como eram os jogadores. Essa modificação deixou a trama mais envolvente, podem ter certeza disso. Sem contar que, além de tudo isso, temos o retorno de avatares conhecidos, bem como a apresentação de novos modelos de personagens e variações de habilidades que os jogos antigos sequer citavam, bem como apetrechos a serem comprados e um sistema de segurança digital bastante eficiente, digno de uma nova expansão do Hack.


Os rumores estão lá, obviamente, nas histórias de Aura e das pessoas que perdiam a consciência jogando The World, e tudo segue o mesmo padrão de sempre, mas com aquele carisma que somente Hack consegue ter. Temos um final meio romancinho Crepúsculo, mas enfim, nem tudo pode ser perfeito, não é? Deixando isso de lado, todos os demais pontos do filme são positivos, e eu adoraria poder apontar um defeito marcante (com exceção desse tal clima meloso do desfecho, bah), mas é tudo tão impactante, de gráficos a trilha sonora, de sequências de ação a diálogos, que eu sequer sou capaz de encontrar algum problema grave nisso tudo, já que a maioria dos pequenos deslizes da produção se escondem no meio de uma beldade cinematográfica animada.


E é isso aí, meus amigos! Para os que conhecem a série, é uma animação obrigatória, e para aqueles que não conhecem, é uma excelente oportunidade para começar a conhecer! O filme não pede uma bagagem para o espectador, mas seria interessante conhecer ao menos o mínimo sobre o mundo de Hack// e The World, nada que não se encontre no Google ou na Wiki oficial da série. Se você é um amante de jogos eletrônicos (em especial de rpg's online) e admira a cultura das animações japonesas, Hack//Sekai no Mukou Ni é um prato cheio para te divertir por quase 2 horas! A grande desvantagem fica em não existir (ao menos até o momento em que essa matéria era escrita) legendas em português, o que, de certo modo, acaba por afastar alguns possíveis interessados. Quem sabe algum fansub não se interessa pela ideia, não é?
Bom filme a todos!

terça-feira, 9 de abril de 2013

Filmes - Jack: O Caçador de Gigantes e Mama


Continuando com as resenhas duplas, triplas e quádruplas às vezes, que provam que meu tempo comprimido não colabora com trabalhos individuais, comento hoje sobre os dois filmes que assisti na semana passada. Vamos juntos?

Jack: O Caçador de Gigantes



Continuando a moda dos contos de fadas recontados em versões mais adultas e (ainda mais) fantasiosas, Jack nos leva até o mundo de João e o Pé de Feijão, onde o gigante tradicional é substituído por um povoado da raça, e a simples premissa de roubar ouro se mostra uma trama complexa de eras anteriores, onde Erik, um glorioso guerreiro dos primórdios daquela terra, isolou os gigantes acima das nuvens e salvou o mundo, guardando consigo os feijões mágicos que poderiam levá-lo de volta àquele lugar e a coroa com poderes capazes de dominar os gigantes. Jack, na tentativa frustrada de vender o cavalo e a carroça para conseguir uma miséria para suas próximas refeições, acaba levando consigo os feijões mágicos para casa, o que por si só já garante toda a ação fabulosa que vemos na sequência, envolvendo a princesa, o rei, um cavaleiro (não tão) honrado e um traidor.
Jack tem cenas impactantes, assim como João e Maria, mas evita a sanguinolência para deixar as mortes somente sugestivas, exceto em algumas passagens velozes demais com cabeças explodindo e corpos sendo decepados. As sequências de combate são medievalíssimas, dignas de épicos como Senhor dos Anéis, para se ter uma ideia da qualidade do filme, e cada trecho das batalhas deixa o espectador alucinado. Vale ressaltar também que os efeitos ficaram excelentes, tais como a movimentação dos gigantes, a mágica da planta que chega aos céus e o cenário em si, em especial da cidade nas nuvens, que por si só é uma localização agradabilíssima aos olhos dos mais vidrados em fantasia (leia: eu). Só acho que o romancinho clichê de Jack com a princesa acabou por se tornar um pouco que forçado, mas no final agrada, também, não deixando aquela coisa massante e pegajosa dos filmes atuais. Enfim, fica aí a dica de um clássico transformado em épico, num nível igual, senão maior, do que João e Maria: Caçadores de Bruxas. E que venham os outros contos de fadas!

Mama



Em tempos anteriores, surgiu na internet um curta-metragem chamado Mama, onde duas garotinhas fugiam de uma entidade que se dizia sua mãe, com efeitos bacanas para um trabalho amador. Esse curta ganhou prêmios, e o idealizador teve a chance de ver seu projeto adaptado a todos os cinemas do mundo, e essa ideia gerou Mama, o longa que tive o prazer de assistir essa semana, com suas cenas sobmrias, seu roteiro interessante e seu final 'ursinhos carinhosos' demais para um filme de terror.
Mama nos conta a história de um homem que acabou com sua vida, matando sua esposa e seu sócio e, por fim, fugindo para uma casa na floresta, onde pretendia matar suas duas filhas e suicidar, mas algo (sim, algo, não alguém) o impediu, salvando as garotinhas. É esse mesmo 'algo' que as segue quando, anos mais tarde, elas são encontradas pelo irmão do rapaz insano em questão, levadas para residir com ele e sua namorada. Já na cara, o casal tem dificuldades em se adaptar com o comportamento estranho das garotinhas, mas faz o possível para ajudá-las e, em suma, protegê-las. O que eles não sabem é que já tem alguém fazendo o mesmo por elas...
Não espere pelo terror trash e pacato de sempre, com sangue de sobra e inteligência faltante. Em Mama, o roteiro se desenvolve sem pressa, de modo a integrar o espectador com a história passo por passo, devagarinho, tentando ganhar a atenção e prender os olhos, mas não funciona bem assim o tempo todo. Existem passagens lentas demais, que dão sono. Deixando isso de lado, Mama tem efeitos muito bacanas, destacando especialmente os vislumbres que os personagens têm, entre visões e sonhos, que parecem dignos de animações da Disney com aquela leve pitada de Tim Burtom (e existe 'leve pitada' daquele doido? haha). Enfim, o filme agrada, me agradou, ao menos, mas o desfecho deixa bastante a desejar, como disse anteriormente, fica muito 'bonitinho' para um filme que prometeu dar medo, se é que me entendem. Talvez a história não precisasse de um final ruim, de qualquer forma, mas o 'bom' tem uma definição muito variada para cada situação, e nem sempre o 'bom' é 'completamente bom', como Mama tentou mostrar.


E é isso aí, meu amigo, e em breve trarei mais comentários sobre os novos filmes, conforme assisti-los! Até a próxima!

domingo, 31 de março de 2013

Resenha - A Origem dos Guardiões



Infelizmente, quando esta animação chegou aos cinemas, eu não pude assisti-la. Tive meus contratempos, e a internet não colaborou com um lançamento rápido, como de costume, então fiquei sem saber a maravilha que reuniria as personalidades Papai Noel, Coelinho da Páscoa, Fada dos Dentes, Sandman e Jack Frost. Hoje, no entanto, tive a oportunidade de me lançar no universo mágico de A Origem dos Guardiões, e cá entre nós, me senti outra vez uma criança na flor da idade, com todos os sonhos aflorados e todas as vontades dispostas a saltar para fora dos olhos e provar que tudo aquilo que desejamos pode ser realidade com uma pontadinha de esforço.



A Origem dos Guardiões é baseada numa série de livros, mas obviamente teve suas modificações para ganhar as telonas. Nesta história, acompanhamos Jack Frost, que até então não era um guardião, em suas desventuras na eterna busca pelo reconhecimento, já que as crianças não podem vê-lo e, assim, não acreditam em sua existência. Com o retorno de Pesadelo, porém, todas as coisas mudam, e o Homem da Lua, a entidade responsável pela escolha dos guardiões destinados a proteger as crianças de todo o mundo, escolhe Jack Frost para integrar o time, coisa que, de início, ele não aceita muito bem, mas logo acaba por se mostrar digno o suficiente para isso.





Junto com os personagens de maior renome está o pequeno Jamie, a parte mais humana da história, responsável por representar as crianças de todo o mundo e suas crenças que fazem dos guardiões assim, tão poderosos. Jamie é um garoto sonhador que, mesmo quando todos os seus amigos insistem em apontar as lendas como grandes mentiras, não deixa de acreditar na existência daqueles que fazem a vida das crianças mais alegres.



A animação passa ensinamentos a todo tempo, essencialmente àqueles que se esqueceram de como sonhar era bom quando crianças! Ali, nas cenas divertidas e tensas (por que não?) de Jack Frost e do Bicho-Papão, os mais esquecidos relembram de uma maneira super delicada o gosto que tinha sonhar, acreditar que todas as histórias contadas pelos pais eram reais e maravilhosas, ficar com medo de monstros que não existiam, esperar por presentes de Natal e por moedas trocadas por dentes embaixo dos travesseiros, procurar por ovos escondidos nos arbustos na Páscoa e sonhar, a melhor parte de todas, sonhar tudo o que há para se sonhar nas noites de descanso. Hoje em dia, infelizmente, tais coisas foram abandonadas, e A Origem dos Guardiões chegou num excelente momento para pregar às crianças da atualidade as coisas mais maravilhosas que a infância do passado reservou para si.



Rise of the Guardians emociona, cativa e encanta, e digo isso por mim, maioritário, mas garanto que adolescentes e crianças vão adorar tudo o que encontrarem por lá da mesma forma! É um filme infanto-juvenil? Talvez. Sabemos que há um certo preconceito quanto a animações, ainda mais aqui no Brasil, mas dê uma chance a esta, eu recomendo, você não vai se arrepender. Ainda mais se você escutou, na sua infância, alguns dos nomes presentes nessa história, e acreditou neles como eu acreditei. É certo afirmar que, para algumas crianças mais frágeis, as cenas do Pesadelo podem parecer assustadoras, mas as cores e a diversão do filme vão cuidar para que seus filhos durmam com sonhos deliciosos no final do dia, podem ter certeza disso!

sexta-feira, 15 de março de 2013

Filmes - Oz: Mágico e Poderoso

  

Não, o Homem de Lata não estava lá. Ele e os outros personagens da história original do Mágico de Oz foram deixados para trás em prol de uma segunda iniciativa: apresentar uma origem para o cenário dos tijolos amarelos, contar os primórdios das bruxas, do mágico e da Cidade de Esmeralda.
E o resultado dessa ideia foi absolutamente fantástico!
Oz: Mágico e Poderoso, que estreou no dia 8 de março de 2013, é um filme bastante criativo. Sua atuação não é exuberante, mas os atores e as atrizes se destacam em certas sequências. Eu ainda acho estranho ver o tal mágico de Oz e enxergar o filho do Duende Verde da primeira trilogia do Homem-Aranha, mas enfim, ele aprendeu bem protagonizando Planeta dos Macacos - A Origem, e agora ampliou ainda mais sua interpretação. De resto, no que diz respeito à atuação, nada de mais ou de menos, somente a velha qualidade típica do cinema atual.
Agora, vamos falar do que interessa: originalidade.



O cenário, ah sim, o cenário deste filme é coloridamente cativante! De flores enormes e cores vibrantes a borboletas que se portam como folhas de uma árvore escarlate, passando por macacos voadores, babuínos morcegos, uma cidade de pessoas de porcelana e voos em bolhas de sabão, tudo está lá, magicamente funcional e impressionante, com efeitos agradáveis e uma magia única, capaz de admirar dos mais novos aos mais velhos espectadores do filme. Assistir a todo aquele mundo ganhar forma no telão do cinema foi simplesmente fabuloso, e a própria estrada dos tijolos amarelos, imensa e dourada como sempre, destacou-se como um local belíssimo, ainda que simples.



Mas e o roteiro? Tratando sobre Oz, um mágico de circo que não passa de um vigarista ambicionando por destaque e dinheiro, vemos um de seus espetáculos, em que ele engana mais pessoas, dar errado. Quando ameaçado por um dos participantes do circo, Oz foge num balão que acaba por ser capturado por um furacão colossal, e é este tufão que o leva ao mundo que tem seu nome. Lá, Oz é o cara de uma profecia antiga, a qual dizia que um mágico viria de outro mundo, caindo do céu, para salvar a Cidade de Esmeralda da perversa Bruxa Má, tornando-se assim o Rei de Oz, dono de toda a riqueza do reino. Nem preciso dizer quem ficou todo interessado com essa história, não é?



Oz: Mágico e Poderoso é um épico com cenas impressionantes! Nem todas elas precisam de efeitos especiais exuberantes: uma das primeiras cenas, quando Oz realiza seu número de ilusionismo farsante, toca nossos corações quando uma garotinha de cadeira de rodas implora ao mágico para que a faça voltar a andar. Os pais, pobretões do campo, oferecem tudo o que têm nos bolsos pelo milagre, e o mágico é visado como farsante quando se vê incapaz de realizar o desejo da pobre garotinha. É uma sequência tocante, certamente. Além dela, o desfecho, o grande truque do mágico sem magia para contra a vilania da Cidade de Esmeralda, é simplesmente fantástico, mostrando que, quando se tem vontade, nada pode nos impedir de afrontar quaisquer males.
Fica a dica para você que conhece a história original se impressionar mais uma vez com esse universo fabuloso. E, se você não a conhece, assista também, e talvez se inspire a buscar pelos primórdios da terra de Oz. Recomendadíssimo!

segunda-feira, 4 de março de 2013

Filmes - Dezesseis Luas



Sempre gostei de histórias de bruxas. Quando o cenário é bem explorado, nada impede que o roteiro nos apresente as castas e covéns da melhor forma possível, originando assim cenas marcantes e personagens cativantes, imersos na mágica da feitiçaria que nos acompanha desde os tempos antigos. Harry Potter inovou no quesito bruxaria, não preciso nem comentar, mas diversas outras obras mantém a linhagem da magia presente em nosso sangue.
Quando assisti ao trailer de Dezesseis Luas, acreditei que, mesmo focando seu público alvo nos adolescentes fascinados por romances improváveis e ridiculamente fantasiosos, a história poderia agradar àqueles que também admirasse os velhos contos de bruxaria. Depositei algumas fichas no filme que, ao contrário do que a tradução diz, tem ‘Beautiful Creatures’ como título original (e não me perguntem como os brasileiros conseguiram alcançar o título atual). Assim, sentei-me numa cadeira de cinema e assisti mais de duas horas de uma nova história de mágica.
O resultado?
Decepção.
O filme não é de todo ruim, e me sinto no dever de elogiar o que ele tem de melhor. A linhagem das bruxas é apresentada de maneira agradável, tenho de admitir, e alguns efeitos chamam atenção, em especial os furacões mais próximos do desfecho do filme, ainda que em grande parte das cenas os efeitos especiais sejam como defeitos. Há algumas passagens marcantes, bem como frases de impacto e pensamentos reflexivos perdidos no meio de uma baboseira amorosa, e o espectador pode adquirir alguma inspiração de tais cenas.
De resto, é apenas mais uma máquina de dinheiro da geração Crepúsculo.
O romance não é bonito. Tinha tudo para ser, claro, mas acontece rápido demais, de maneira desnaturada e surreal, e os protagonistas sequer parecem se amar tanto quanto dizem! Fiquei com a impressão de que algumas cenas correram demais, enquanto outras, que poderiam ter sido cortadas, mantiveram-se longas e nauseantes. Queria muito, muito mesmo, elogiar a atuação de algum dos atores da obra, mas não me vi satisfeito com nenhum deles. Todos pecam em certas passagens, erram feio nas horas de clímax e não correspondem ao esperado de atores de um filme que fez tanto alarde para estrear. Em algumas cenas é possível ver os atores olhando para as câmeras e, cá entre nós, isso jamais será aceitável no cinema atual.
Dezesseis Luas poderia ter sido muito melhor, infelizmente. Ele tinha tudo para desenvolver um cenário impressionante, e não precisava apelar para duelos fantásticos ou sequências de ação para isso: as bruxas, como os vampiros, podem sediar belíssimas histórias de amor, tenha certeza disso, contanto que a obra esteja nas mãos de alguém que sabe o que está fazendo. A dor da resenha é compreender que os responsáveis pela direção e produção do filme não sabiam nem metade do que estavam fazendo, logo... Bom, veja o resultado por si mesmo, se achar melhor, mas não se empolgue tanto quanto eu. As chances de se decepcionar ainda mais são imensas!
Nota 4 de 10, valorizando por completo os efeitos da tempestade e a originalidade dos trajes e das personalidades das bruxas (que agem como figurantes, infelizmente).

sexta-feira, 1 de março de 2013

Filmes - Tadeo, João e Maria, Citadel e Thale


O prometido era outro, mas ainda tenho que me adequar a certos trajetos do tempo-espaço para que consiga resenhar cada filme e livro que acompanho ultimamente de maneira individual, como feito anteriormente. Ainda assim, quando os instantes permitem, compareço para comentar sobre as obras avaliadas nos últimos dias. Nesta semana que chegou ao fim, quatro filmes fizeram parte da rotina. Foram eles: As Aventuras de Tadeo, João e Maria: Caçadores de Bruxas,  Citadel e Thale. Sem mais demoras, vamos aos comentários individuais.

As Aventuras de Tadeo


Uma animação de qualidade, mesmo que bastante diferente das costumeiras, com as quais temos certa afinidade. Tadeo é um pedrero que sempre sonhou em ser arqueólogo (e até tem certa fixação pela ideia), mas que nunca demonstrou muito talento para a profissão. Acompanhamos suas desventuras conforme Tadeo se envolve com um doutor na descoberta de uma peça valiosa demais para sua compreensão, enquanto vilões ambiciosos buscam de qualquer forma roubar o artefato para chegar à cidade perdida. Tadeo tem diversas passagens cômicas e agradáveis e, apesar de não ser uma das animações grandiosas que temos visto na atualidade, marca presença com um papel bem executado, dublagem de qualidade e risadas dispersas nas horas em que menos se espera.

João e Maria: Caçadores de Bruxas



Sangue e violência, roteiro admirável, ainda que clichê, e muito steampunk num cenário bastante envolvente: é isso o que encontramos em João e Maria: Caçadores de Bruxas, um filme que me agradou a ponto de me lembrar de Van Helsing, que até então tinha um espaço único em mnha mente quanto a filmes de ação e mitologias. Aqui, na fase adulta de suas vidas conturbadas, João e Maria arregaçam as mangas para dizimar hordas de bruxas sanguinolentas, enquanto acompanham os planos macabros de uma tríade de feiticeiras de evitar que o fogo seja capaz de feri-las. Originalidade marcou presença nas cenas em que João se mostra com diabetes, a doença do açúcar, como dita na obra, graças à tonelada de doces que a primeira bruxa, da história original, o fez comer na intenção de engordá-lo. O sangue não é abusivo, ainda que em grande quantidade, mas deixa um certo gostinho da era God of War de ser. Filme recomendadíssimo, capaz de agradar os fãs de cenários medievais, fantásticos e também das ambientações mais obscuras, dotadas de sangue e caos.

Citadel



O terror psicológico nunca esteve tão em alta quanto em Citadel. A obra nos apresenta um jovem que, durante um acidente de percurso, se vê aprisionado num elevador enquanto a esposa sofre agressões por um bando de crianças encapuzadas. Após o incidente, sua esposa fica em coma e ele começa a sofrer de agorafobia, o medo de lugares abertos. É claro que as crianças não são simples crianças, mas ninguém sabe ao certo o que elas são. O único que parece saber disso é um padre das proximidades, mas ele não parece ter uma boa experiência quanto à história da morada das criaturas infantis. O maior destaque do filme fica para as passagens da fobia do protagonista que, cá entre nós, agonizam o espectador, deixando-nos sentir o desconforto da doença do medo quando o vemos trancar as portas inúmeras vezes, agarrar um martelo e dormir no banheiro da própria casa com medo de que algo possa ocorrer. Vale ressaltar que, se o trabalho tem a dose imensa de realismo que apresenta, deve-se ao fato de que o diretor do filme criou a ideia com base em incidentes de sua própria vida, já que superou a fobia em tempos remotos. Acho que fica mais fácil acreditar na ficção quando ela é criada por alguém que presenciou uma realidade fantástica demais para que outras pessoas possam acreditar.

Thale



Uma produção bem diferente das costumeiras americanas, com roteiro bem trabalhado, em termos, mas realização um tanto quanto fraca. Tem efeitos bacanas nas criaturas, utiliza-se de uma lenda urbana de locais distantes, o que ajuda na originalidade da obra, mas peca no desenvolvimento das cenas, o que acaba por deixar o filme parado demais, espantando possíveis espectadores que aguardarem por ação ou suspense acima da média, como estamos acostumados a ver. Serve bem pra nos ensinar um pouco sobre as Thales, umas criaturas bizarras que parecem mulheres decrépitas com caudas, mas de resto acaba se tornando um filme sem muito pra chamar atenção.



E é isso aí, galera, quatro filmes resenhados para o blog, e em breve essas páginas terão muito mais conteúdo para vocês. Espero que a postagem possa ajudá-los a escolher um filme para o fim de semana. Vale lembrar que também revi os grandes Vingadores e Hotel Transylvania, ambos excelentes! Bons filmes a todos!

quinta-feira, 17 de janeiro de 2013

Animação - Detona Ralph!


Detona Ralph é, sem dúvida alguma, a maior homenagem aos games jamais feita!



Quando me sentei para ver esta animação, esperava pela imensa qualidade na indústria atual. Temos vistos grandes filmes e roteiros apresentados em personagens carismáticos, isso é um fato, e eu esperava por mais do mesmo, aquilo que agrada, mas que não surpreende. Fui na certeza de que gostaria do filme, mas na dúvida se encontraria algo que me deixasse impressionado.
Então tudo começou com o curta 'O Avião de Papel', da imagem acima.
Esta história pequenina, previamente apresentada antes que o filme propriamente dito se inicie, já impressiona. A qualidade da produção, o roteiro simples, sem diálogo algum, mas imensamente emocionante, é tudo tão gratificante que já fez valer o ingresso do cinema! Não tem nada relacionado à história de Ralph e os jogos, mas esse pequeno curto revolucionou, como os curtas dos Pokémon sempre revolucionam os filmes da franquia. Assistir a uma história de amor garantida pelo destino fez daquela sessão de cinema muito melhor, e aquela tradicional lição de moral que diz que, quando algo tem de acontecer, o mundo todo gira a favor disso, está tão explícita que chega a dar gosto!


Agora, a animação de verdade! Logo de cara, conhecemos Detona Ralph, o grande vilão do jogo Conserta Félix Jr., mas ele não está tão feliz. Conforme seu jogo completa 30 anos de existência (como um dos poucos fliperamas que ainda não saiu de circulação), Ralph vê todos os personagens comemorando com Félix Jr., enquanto ele ainda vive no lixão, sozinho e mal visto. Assim, após uma intriga com um dos personagens, Ralph abandona seu próprio jogo na busca por uma medalha, o que, ele acredita, poderá mudar toda a sua vida. Mas isso leva a ele a uma imensa aventura!
Enquanto acompanhamos Ralph em sua busca por reconhecimento e mudança, somos gratificados por infindáveis referências ao mundo dos games! Ouso dizer que, ainda que as crianças admirem por completo essa produção, Detona Ralph agradará muito mais àqueles que acompanharam os jogos dos anos 90 em diante, pois lá encontrarão os antepassados Street Fighter, Sonic, Pac Man, entre outros. Os vilões dessas séries estão lá, todos aceitando seu cargo, mas não sendo totalmente maus (tipo o Zangief na reunião dos vilões, haha). Também temos a oportunidade de ver inúmeros easter-eggs passando pela central dos games (como a Chun-Li, o Sonic e outros), bem como várias referências cômicas às clássicas atitudes dos games (como aqueles personagens de armaduras imensas que ficam correndo na direção das paredes, a la Gears of Wars, haha). É tudo tão natural, ao mesmo tempo que tão agradável, que algumas passam despercebidas, infelizmente. Mas todas elas estão lá, como uma homenagem perfeita, e agradam. Até fazem pensar em como essa ideia nunca tinha sido feita antes, de tão sensacional que a animação ficou!


Detona Ralph tem passagens engraçadíssimas, cenas marcantes e um roteiro glorioso que, arrisco eu, pode tirar lágrimas dos mais sensíveis em mais de uma situação. Ao fim, no entanto, restam apenas sorrisos e lembranças boas, fora aquela vontade de assistir de novo e de novo, e quem sabe de jogar alguns antigos clássicos. Cá entre nós, a experiência de assistir essa animação fez com que eu sentisse o peso da minha idade, é sim, mas também me deixou admirado por ter vivido numa época tão boa dos games, e ainda mais admirado por encontrar num filme de pouco mais de 90 minutos tanta coisa sobre a minha infância, sobre aquilo tudo que sempre gostei e sempre vou gostar. Para os amantes dos games, seja de qual geração vocês sejam, é uma produção imprescindível, que vocês realmente NÃO PODEM PERDER! Para aqueles que jogaram pouco, mas que ainda assim guardam boas memórias dessa época, fica a dica de uma animação bem trabalhada, com uma história bonita de se ver e personagens extremamente simpáticos. Eu adorei, adorei mesmo, e acredito fielmente que, da mesma maneira que me agradou como poucas animações foram capazes de agradar, Detona Ralph tem capacidade para agradar qualquer pessoa que admire esse tipo de produção.
Então, não perca tempo!
Vamos detonar!