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terça-feira, 25 de junho de 2013

Fotografia - Mais vida

Sequenciando as fotografias, tive duas experiências gratificantes no final de semana que se passou.


No sábado, dia 24, visitei o Parque da Cidade, em São José dos Campos, muito maior do que o Parque Santos Dumont, da semana anterior. Eu já conhecia o lugar, mas confesso que o olho clínico de uma câmera e da vontade de fotografar muda todo o ambiente. Mesmo a grama parecia mais verde, e a água, ainda mais bela! E os patinhos na lagoa, posando para as fotos, foi simplesmente sensacional! Tudo emaranhado na natureza, com flores e cores, formas e vida, muita vida mesmo! Circular pela pequena trilha que o Parque da Avenida Olivo Gomes nos oferece é maravilhosamente recompensador. Respirar aquele ar puro, surpreendentemente existente no meio da grande cidade que é São José, faz com que, na medida do possível, esqueçamos que estamos imersos na floresta de concreto que é a maior cidade do Vale do Paraíba.






  
  

  



  


  


Prosseguindo com os passeios, no domingo, 25, tive a honrosa oportunidade de me embrenhar numa Caminhada Fotográfica, oferecida pelo Sesc de Taubaté, na qual coletamos experiências e conhecimento teórico e prático sobre Técnicas de Enquadramento! Mesmo os profissionais saíram caminhando e fotografando como amadores, e esse convívio com amantes das fotos foi algo que me agraciou o dia! Ao lado de minha irmã, também vidrada em fotografia, e de diversas outras pessoas com habilidades e dificuldades distintas, tiramos fotos, brincamos de edição e aprendemos bastante sobre a Regra dos Três Terços, que muito contribui para o fotógrafo que pensa em se destacar.





Voltei para casa ao término do final de semana com gostinho de quero mais, e realmente quero. Mais fotos, mais verde, mais ar puro, mais natureza, mais caminhadas fotográficas, mais parques, mais lagos, mais animais.
Mais vida.

domingo, 23 de junho de 2013

Folhas de Outono


Não será a vida toda como o outono?
No outono, as folhas caem. Talvez, junto delas, tudo caía, desmorone. É o mundo fraquejando, livrando-se de um peso que já não aguenta carregar, imaginando se, assim, poderá ele outra vez caminhar sem que as pernas oscilem. As folhas caem, circundando a árvore que, um dia, fora tão bela, verdejada ou colorida. Ficam ali, ao seu redor, e morrem, como morrem as esperanças de quem se livra do tal fardo que já não suporta. Exaustos, deixamos que, no eterno outono da vida, tudo aquilo caia ao nosso redor, disperso, perdidos, ilustrando o chão e embelezando-o, de forma a nos mostrar que, sim, era tudo tão belo, mas agora, está caído, perdido, distante demais para que possamos reaver.
E o que faria da vida bela, num eterno outono?
Se estamos destinados a uma eterna queda de folhas, como sorrir, como viver? Como manter-nos alegres com a mentalidade de que, numa tarde ventosa e tristonha, toda e qualquer folha de nossa árvore de sonhos pode voejar na brisa, carregada para longe ou, ainda pior, quedar aos nossos pés, visível, distante, impossível de se alcançar.
O outono, por mais eterno que seja, chega ao fim. Se as folhas caíram, talvez assim desejassem. Se os sonhos se perderam, talvez não fossem sonhos verdadeiros. Se as flores deixaram de nascer, talvez não fossem elas a embelezar nosso jardim.
O outono, por mais infinito que pareça, termina. E, ao terminar, as folhas nascem outra vez, límpidas, fortes, sonhadoras. É um processo doloroso, sim, uma dor que poucos sabem como afrontar, mas ao fim, somos outros de nós mesmos. Somos como uma árvore que choraminga ao perder todas suas folhas, e então sorri, recuperando-as, cada vez mais bela, ainda que saiba da dura realidade de que, um dia, tantas delas cairão outra vez, num ciclo eterno e penoso, mas gratificante.
Tal ciclo é o responsável por manter-nos livres de um peso desnecessário. É ele o responsável por afastar de nós sonhos falsos, vontades perdidas, sorrisos perversos. Assim, sacudindo o corpo numa dança primaveril, repleta de calor estivo e da brilhosa magnificência invernal, somos autunais, eternamente, mais leves, mais brandos, mais singelos e incompletos, porém, mais felizes. São nossos sonhos, em dura realidade, como as folhas de outono: eles sempre caem ao nosso redor. Mas, tal como as folhas de outono, eles sempre renascem, mais vigorosos, mais coloridos, mais bem dispostos a se realizar.


Como andar de bicicleta



Ali, num parque, bem próxima a mim, uma garota aprendia a andar de bicicleta.
A grama era um empecilho; o medo, outro. Mas seus pais estavam lá, ao seu lado, erguendo os braços e comemorando cada pedalada. Ela hesitava, como todos nós hesitamos, um dia. Eles vibravam como uma conquista metódica, como todos os pais vibraram, também. Não era nada de diferente; era bem simples, na verdade.
E, de tão simples, me encantou.
Ao fim da manhã, a garota não mais sentiu medo. Existiram quedas, não que eu as presenciasse, mas certamente elas existiram. Sempre há quedas quando se aprende a andar de bicicletas. E ali, quando crianças, quando pequenos, compreendemos uma verdade que, em grande parte dos casos, é esquecida pelos adultos: o chão é o limite de qualquer queda. Não há porque ter medo de cair. Você sempre vai poder se levantar e tentar outra vez.
Aquilo me fez pensar em tudo.
Um dia, muito antes, eu também aprendi a pedalar, da mesma forma. Caí, me machuquei, levantei e tentei outra vez, como muitos outros o fizeram. Hoje, já adulto, olho para trás, para todos aqueles instantes, e repenso: já que tudo na vida é tão similar, por que tal fato não funciona para a vida como um todo? A verdade é que nada muda, na vida propriamente dita, mas sim em nossos olhos, na nossa maneira de enxergar as coisas. São olhos de adulto, agora. E olhos de adulto falham. Enxergam menos, pior. Enxergam o que é possível enxergar, e não o que é possível ser. E olhos de adulto têm medo das quedas. Sabem, pela ciência estudada que somente os adultos possuem, que do chão não passarão, e ainda assim não arriscam. Uma queda, hoje, é uma humilhação desnecessária, não um aprendizado. Levantar-se, agora, não é tentar outra vez, mas admitir que, uma vez mais, você fracassou. E adulto nenhum deseja isso.
Mas as crianças, sim.
Elas sempre aprendem mais, com seus olhos de criança. Sempre se arriscam, sempre se machucam, mas sempre voltam e tentam outra vez, e outra, e mais outra, até que conseguem. A vida não é um obstáculo para suas vontades e seus sonhos; é, na verdade, um caminho, uma trilha divertida de seguir, que nos suja, nos rala os joelhos e nos rasgas as calças e meias, mas que, no fim, proporciona uma conquista admirável, e todo o restante terá valido a pena.
Ali, enquanto a garota aprendia a pedalar, enquanto seus pais comemoravam uma enorme vitória de um simples fato, peguei-me sorrindo, com olhos de criança. Orgulho, sim. Talvez, algo mais. E ali, naquele momento encantador, jurei para mim mesmo, como todo adulto deveria jurar para si, um dia, que toda queda me seria um aprendizado, e que me levantaria todas as vezes, quantas fossem necessárias, até alcançar quaisquer que fossem os meus sonhos.
E esse juramento é como andar de bicicleta: uma vez que se faça, você nunca mais esquece.

quinta-feira, 20 de junho de 2013

Sobre as Manifestações do Brasil


O Brasil tem visto que, de uma hora para outra, seu povo resolveu acordar. Foi demorado, sim, e talvez não seja esse despertar o responsável por resolver todos os nossos problemas de imediato, mas já é um bom começo, temos de admitir. Frases como "muda Brasil" e "o gigante acordou" se tornaram gritos de guerra, tais como os trechos das músicas do Legião Urbana tornaram-se lemas de passeatas ("somos o futuro da nação", entre outros).


É neste clima que, na data de hoje, 20 de junho, eu tive a oportunidade de me envolver com um dos protestos, realizado na minha cidade, Taubaté-SP. Não me pintei, não estendi faixas, não corri e gritei com a animação que tinha reservada, ainda que muito admirasse tais ideias. Fiz o que, ultimamente, mais tenho feito: fotografei. E, na posição de fotógrafo, ainda que amador, tive a oportunidade que, basicamente falando, poucas pessoas tiveram: a de observar as manifestações. Ali, no meio delas, imerso nos gritos e nas revoltas, acompanhados de cartazes e caras pintadas, mas somente para observar e registrar.


Assim, observei e registrei cenas que muitos outros não puderam presenciar.


Havia crianças, muitas delas. Misturadas aos adultos, carregando cores do pavilhão nacional, bandeiras vestidas como capas, cartazes, pinturas; orgulho, em resumo. Havia famílias. Pais e mães, acompanhados de seus herdeiros agitados, gente ainda mais experiente, talvez avós, igualmente caminhando, seguindo o fluxo que congestionava as ruas, que agitava as calçadas, que mudava o mundo. Havia cores, cores demais, não somente o verde e o amarelo que nos representam. Havia, em suma, o branco da paz, pintado nas representações de nossa bandeira, carregados pelo pedido que o brasileiro jamais cansará de fazer. Havia tudo isso, e havia muito mais, mas muita gente não viu.


Eu, vi.


Tirei fotos, obviamente, mas o registro principal ficará somente comigo e com poucos outros fotógrafos ali presentes, agraciados com a mesma sorte que eu. Com a dádiva de ver um povo se reerguer das cinzas adormecidas para gritar o hino de sua pátria, encerrei meu dia com um sorriso verde e amarelo, em termos. Nunca fui muito patriota, rebelde e cansado pelo miserável destino que ostentávamos no Brasil, mas só agora percebo que tal opinião era nada além de um erro: aquele que não é patriota não tem o direito de reclamar. Ele desonra, e assim, será desonrado. Se você não está preparado para acreditar, ao menos, para sair nas ruas e, no mínimo, assistir, ou mesmo que ouvir, o povo que tenta lutar por seus direitos, você não tem o direito de reclamar de nada. Como eu, mesmo, não tinha. Mas, hoje, tudo é diferente.


E é com um sorriso verde e amarelo que eu carrego a esperança de que, através de gritos, de marchas e de uma guerra sem violência alguma, possamos conquistar a paz, a justiça e a igualdade que tanto merecemos.


Rumo à mudança, Brasil!












segunda-feira, 17 de junho de 2013

A Primeira Experiência Fotográfica - A Magia do Parque Santos Dumont


Não é a primeira vez que tiro fotos, obviamente. Muito antes, já brincava com câmeras comuns, com celulares de poucos megapixels e, ultimamente, com um celular de câmera até que boa. Mas é, certamente, a primeira vez que fotografo com o mais próximo do profissionalismo visto nas revistas, na internet e no jornalismo cotidiano.



A Samsung WB100 foi minha primeira experiência como câmera semi-profissional, e possivelmente não é uma das melhores, mas ainda assim é magnífica! Depois de alguns testes dentro de casa e nas proximidades, resolvi ir além, e o lugar escolhido foi o Parque Santos Dumont, em São José dos Campos, por diversos fatores. Outros lugares virão, sim, mas ele foi o primeiro, a primeira experiência com essa fase de fotografia, e confesso que me senti realizado com as imagens captadas. Não trarei todas as fotos para cá, já que foram muitas, e nem me acho na necessidade de postar as fotos em sua máxima qualidade, já que a câmera capturar imagens no tamanho de pôsteres, mas deixo pra vocês algumas das minhas favoritas, já editadas pelo simples e eficiente Fantasia Painter do Windows Phone, só para sentir o gostinho da beleza que encontrei por lá.


E, ao término de um dia de fotografia, nada mais me resta além da satisfação de encontrar um novo hobby que tanto me agrada! Juntamente com os textos que sempre me acompanharam, as fotos terão seu papel, ilustrando as reflexões, as filosofias, os pensamentos vagos. Serão capas, cenas, panoramas, serão tudo o que eu tenho pra mostrar que, de alguma maneira, as palavras não puderem oferecer.
E esse é só o começo!