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terça-feira, 11 de outubro de 2011

Elhanor - Deuses Maiores

Olá, companheiros!
Como todos sabem, Elhanor é um mundo em desenvolvimento, ambientação utilizada em diversas de minhas histórias, seja nas participações em antologias, seja em livros fechados ou mesmo trilogias. Hoje trago mais um pouco sobre o mundo, explicando sobre os deuses maiores, que podem ser vistos em Draconia.
O texto é extraído do Glossário, após o último capítulo de Draconia - Os Olhos de Myrroziel.

Divindades Maiores: Os deuses que ajudaram na criação de Elhanor e suas raças, e que estiveram presentes na Guerra dos Mitos, e lutaram na mesma. São eles: Myrroziel, Gaonorth, Toehrir, Shamballa, Laxdarun e Rastonyth. Quatro desses deuses morreram na Guerra dos Mitos, mas seu poder é tamanho que eles ainda exercem influência no mundo de Elhanor, mesmo mortos. Porém, é claro, os outros dois deuses sobreviventes, Toehrir e Laxdarun, estão ainda mais poderosos, mas não se sabe o motivo que levou à tal guerra.

Gaonorth: Deus dos humanos, da justiça, da luz, dos guerreiros, das batalhas, das armas, da vida, do sol. Usa a forma de um humano musculoso, de armadura reluzente e dourada, com símbolos antigos, uma espada de duas mãos com joias, uma capa feita de pedaços de sol e cabelos longos e loiros. Morreu na Guerra dos Mitos.

Toehrir: Deus das feras, dos animais, dos elfos, das florestas, da terra, da força, do fogo. Usa a forma de um gorila de braços imensos, com pelos de fogo e uma floresta na imensidão de suas costas, em chamas.

Shamballa: Deus dos mares, das ondas, das águas, dos ventos, dos céus. Usa a forma de um centauro de pele azulada, portando um tridente de ouro puro, cabelos feito de ondas e olhos de pérolas brilhantes. Morreu na Guerra dos Mitos.

Laxdarun: Deusa dos anões, das sombras, da escuridão, do desconhecido, dos monstros, da noite, da morte. Usa a forma de uma donzela de sombras, com cabelos feito de escuridão que alcançam seus pés, olhos sem órbita, trajando roupas negras e provocantes sobre o corpo escultural de deusa e a pele pálida de vampira.

Rastonyth: Deusa da magia, da inteligência, da sabedoria, da mente, da alma. Usa a forma de uma elfa com cabelos curtos e cinzentos, pele clara, seios fartos pouco cobertos pelas vestes feita com pele de animais, e carrega sempre consigo um cajado de bronze com uma joia branca e sem brilho na ponta. Morreu na Guerra dos Mitos.

Deus-Dragão: O mais poderoso destas criaturas, a divindade maior dentre elas, que caiu na Guerra dos Mitos. Usou de seu poder durante a vida toda para evitar a batalha dentre os próprios dragões, e exerceu sua função muito bem, e sua queda deixou as coisas difíceis para todas as seis espécies de dragão, o que faz com que muitos ainda rezem para ele, com esperança de que um dia ele retorne.

Até a próxima!

Elhanor - Devaneadores

Olá, companheiros!
Hoje trago um pequeno texto sobre uma das criaturas de Elhanor, um espectro da noite chamado devaneador, terrivelmente temido por todas as terras do mundo. Sem mais demoras, vamos ao nosso monstro.

Devaneador, fantasista ou Visionário, esses são os nomes dados à uma criatura espectral que vaga pelos reinos de Elhanor, na forma de um manto enegrecido e translúcido, voejando em meio a uma névoa mágica e sombria, que dificulta às pessoas identificar e derrotar uma dessas criaturas antes que ela os abrace. O abraço de um devaneador é um ataque mágico terrível: um simples toque de um visionário faz com que seu alvo adormeça de maneira profunda e irreversível, e ambos partem então para o mundo dos sonhos, conhecido como Terra das Brumas. É o mesmo mundo responsável por todos os sonhos de todos os seres vivos dos planos de existência, o que é muita coisa, pode-se dizer. Porém, quando uma pessoa sonha, nada daquele mundo pode lhe causa mais do que um despertar assustado e um suor frio no mundo real, diferente do abraço de um fantasista. O alvo é levado inteiramente à Terra das Brumas, e todas as coisas daquele mundo são capazes de lhe causar dano, e até mesmo matá-lo. Se morrer em seu sonho, a pessoa morre no mundo real. Para escapar desse efeito, é preciso derrotar o devaneador dentro de seu próprio mundo, mas ele tem a liberdade e o poder de um deus no reino dos sonhos, podendo se tornar qualquer coisa, até mesmo dragões e monstros lendários. São criaturas frágeis, que temem os homens e suas armas, mas podem ser traiçoeiros e mortais quando conseguem abraçar uma vítima.


Até a próxima!

Draconia - Trecho

Olá, companheiros!

Passando rápido, apenas para deixar um pequeno trecho de Draconia, linhas do prólogo do livro, que trata sobre a batalha voraz dentre os deuses maiores de Elhanor. Espero que apreciem.

Os céus tremeram pela respiração dos seis. Os mundos tremeram pelo movimento destes.

Atacaram.

Gaonorth brandiu a espada, e a arma brutal desceu como relâmpago na direção de Toehrir, que a segurou com as mãos imensas. Shamballa estocou com o tridente, mas a arma não foi forte o suficiente para furar o couro do gorila de chamas, e o fogo se azulou por um instante, percorrendo os céus e atingindo o centauro, que se protegeu com oceanos de Elhanor, escudos que secaram os mares e logo voltaram a seus devidos lugares. Laxdarun desenhou com os cabelos, e as sombras se tornaram lanças, imensas e poderosas, que atacaram em velocidade incrível, afastando o gorila do cavaleiro, que pôde brandir sua espada novamente. As lanças se encontraram com rajadas de vento invisíveis, mas fantásticas, que empurraram a escuridão de volta para os cabelos da deusa. Rastonyth mudou então os movimentos dos braços, e o vento se tornou trovão, e o trovão se tornou chamas verdes, e as chamas se juntaram ao vento e aos relâmpagos para atacarem a todos os demais deuses, que se protegeram como puderam. Só então Myrroziel se moveu, e bateu as asas para chegar a um voo desajeitado, que logo se alinhou em um rasante perfeito, e as presas abocanharam a elfa pela cintura, rasgando a pela clara da deusa e mostrando seus órgãos divinos em um banho de sangue sobre as nuvens.

Myrroziel largou a elfa para se defender de punhos de sombra criados pelos cabelos de Laxdarun, e soprou chamas maiores que vulcões e montanhas na direção da deusa, que teve de se proteger com a escuridão, sua companheira. Toehrir então saltou, mais alto do que seria possível imaginar, e agarrou uma das asas do dragão, que se debateu e quase caiu, mas conseguiu se estabilizar novamente, lançando o gorila de chamas na direção de Gaonorth. O cavaleiro preparou a espada para um golpe certeiro no animal, mas não o fez, pela honra e pela bravura, não daria um golpe injusto, se aproveitando da situação de outro deus. Brandiu a espada larga e correu na direção do dragão, que moveu o pescoço e os olhos para o cavaleiro, e baforou, um sopro de inferno, que lançou Gaonorth num tornado de chamas para bem longe do conflito.


Draconia é um romance de fantasia medieval publicado pela editora ArtExpressa, no final de setembro de 2011. Pode ser encontrado à venda pelo site da editora, diretamente neste LINK.
Até a próxima!

sexta-feira, 7 de outubro de 2011

Conto - O Caldeirão de Oberon

Olá, companheiros!
Trago-lhes um conto que fiz para a Antologia Tratado Secreto de Magia - Volume 2, da Editora Andross, e que também foi selecionado, assim como os outros dois (confira aqui), mas acabei por deixá-lo de fora da coletânea. É uma história passada em Elhanor, a primeira do blog (Ufa!), e conta, com poucas palavras, uma história de magia e fantasia!
Confiram, e não deixem de comentar!
Até a próxima!


O Caldeirão de Oberon

—Olhem, é Oberon! —apontavam os curiosos, olhando das janelas das casas ou mesmo parando o que faziam nas ruas para observar o velho de longas barbas ruivas caminhar pelos blocos disformes das calçadas.

Boridhren é uma grande cidade, assim como todas as outras do Reino de Mekharia, a terra da tecnologia e do vapor. Devido aos talentos mecânicos da região, e ao esforço de seus moradores em desenvolver maquinarias avançadas e dominar as artes das engrenagens e da pólvora, a magia é pouco lembrada, sendo atirada aos cantos, abandonada para os casos extremos.

E era isso o que tornava tão estranho a visita de Oberon, o exímio feiticeiro de Elhanor, por vezes contemplado como o mais poderoso Mestre da Magia de todo o mundo. Vestia seus trajes simplórios, o tradicional manto violeta acima das roupas de caçador, o chapéu arroxeado na cabeça, amassado pela longa viagem de teletransporte. Carregava nas costas um largo caldeirão rubro que, seguindo o ritmo de seus passos, entoava uma canção desafinada.

Oberon visitava as cidades com apenas um objetivo: encontrar um novo aprendiz. Para isso, abusava da mágica certeira de seu caldeirão, capaz de apontar aquele com maior talento entre a multidão que o cercar num raio de mil metros. Estaria seu novo aprendiz ali, em Boridhren, ou seus cálculos estavam errados pela primeira vez em décadas?

—Mestre Oberon —disse um gnomo desajeitado, correndo e se curvando de imediato na frente do mago. —É uma honra recebê-lo. A que devemos sua gloriosa presença?

—Hoje é um dia de escolhas —respondeu o velho, de poucas palavras. —Vou levar alguém de seu povo comigo. Espero que não se incomode, Gleen.

Gleen era um dos regentes de Mekharia, responsável parcialmente pelos estudos tecnológicos de Boridhren. Uma presença daquelas era, certamente, um incômodo, mas Gleen não seria louco para dizer isso.

—Está certo que pode encontrar um mágico aqui? —perguntou o gnomo.

—É o que ele diz —respondeu Oberon, e apontou para seu caldeirão, que agora mastigava uma porção de insetos que encontrou nas ruas.

Nas docas, após o pouso simétrico de uma tríade de aeronaves, uma estranha mulher se esgueirou entre os blocos metálicos e os barris de combustíveis. Seus olhos eram finos e amarelados, como mel, e sua pele morena reluzia no sol, assim como seu cabelo cinzento. Escondia, sob uma armadura de cobre desgastada pelas aventuras, um par de asas negras, de penas finas e leves. Era uma araven, o povo-corvo da Terra dos Uivos, e fugira junto de uma expedição de reconhecimento de Mekharia, chegando agora a um lugar completamente desconhecido. Confiou no instinto animal, herdado dos pássaros da noite, e seguiu pelas ruas da cidade.

Aquela era Etna, disposta a abandonar a vida calma de sua terra para buscar seu destino. Desde sempre, sonhava com a magia, com as aventuras, com a grandeza. Soubera desde o início que seu futuro seria diferente dos demais, longe dali, longe do medo, longe da fraqueza. Mas, agora, ainda era fraca, e precisava seguir cautelosa para não ser sequestrada e usada como escrava, ou coisa pior.

Encontrou, numa das praças de exibição de novas invenções, um palco montado, sobre o qual se encontravam um velho e um caldeirão borbulhante, cercados por um bando de curiosos.

—Estou sentindo ela se aproximar —falou o caldeirão, o líquido em seu interior mexendo-se sozinho enquanto Oberon estudava os presentes com os olhos atentos, evoluídos pelo dom da magia.

Aquele caldeirão fala!, pensou a araven, escondida atrás da multidão. Deveria estar tentando fugir, mas aquela presença a paralisou, como se algo a obrigasse a assistir até o fim.

—Não sinto magia alguma aqui —disse o feiticeiro. —Se existe, está adormecida no mais profundo dos sonos.

—E cabe a mim despertá-la.

—Tome cuidado.

—Não deixe a cidade explodir, ok?

O povo de Boridhren não admirou aquelas palavras, mas nada poderiam fazer. Gleen observava, de longe, o Senhor dos Feiticeiros abusar de suas propriedades, temeroso. O que diria a seu povo se algo acontecesse à cidade?

—Vamos ver do que ela é capaz —sorriu o caldeirão, revelando dentes tortos no metal mágico. O líquido em seu interior borbulhou, sacudindo-se em alta velocidade, e dele dispararam relâmpagos de todas as cores, que cruzaram o ar acima dos olhares curiosos e desceram feito tempestade na direção da araven, que se assustou.

Saltou, e os relâmpagos tocaram o solo, mas a explosão se abafou num globo de energia, que a pressionou até que desaparecesse.

—É ela? —perguntou Oberon, defendendo as propriedades de Boridhren com sua magia.

—Parece que sim. Vamos ver do que ela é capaz.

O caldeirão atacou outra vez, agora com lampejos violentos e rubros, que se despejaram furiosos na direção da mulher-corvo. Ágil, aproveitou-se da sorte para esquivar, as pernas se impulsionando com as asas, agora livres, para subir nas paredes e alcançar o telhado das casas. Um dos feitiços mudou de curso, e seu brilho trovejou sobre a fugitiva, em meio a um salto, sem chance de esquiva. As mãos foram seu escudo e, por vontade, empurrou a magia do caldeirão para o céu.

—Interessante —disse o velho, coçando o queixo.

—Que tal uma pressão um pouco maior? —zombou o artefato, e seu líquido borbulhou até se tornar negro, relampejando acima das nuvens na forma de um grotesco dragão negro, de corpo longo e truculento, feito apenas de energia e feitiçaria.

—Um monstro?! —espantou-se a araven. Sacudiu as asas e as abriu por completo, ganhando os ares como um corvo que fugira de uma jaula.

O dragão negro a perseguiu, mas o ar era seu ambiente, e ela dançou, o corpo se movendo graciosamente enquanto subia, se aproximando do sol. Abaixo dela, todos os moradores admiravam a demonstração de poderes mágicos que ocorria, e Oberon sorria, feliz por ter encontrado aquilo que procurava.

De súbito, oscilou numa corrente de ar mais densa, e o monstro mágico se aproximou, a bocarra aberta, pronta para engolir a araven sem dificuldade, mas ela conseguiu escapar. O dragão curvou-se no ar, voltando-se para ela novamente, e encheu seu corpo enfeitiçado de chamas violeta, que dançaram no céu claro e dispararam feito uma torrente sobre a mulher-corvo, num turbilhão de destruição e poder.

Sem hesitar, e sem muito menos pensar, a mulher pairou, as asas mantendo-a firme no ar, e soprou o que parecia uma baforada demoníaca, chamas azuis que cobriram o ataque do dragão e a criatura toda, desaparecendo com a magia do caldeirão em instantes. Seu corpo fraquejou, exausto, e ela caiu, mas Oberon foi seu berço, deslizando-a numa cama invisível e confortável.

—Qual o seu nome, feiticeira? —perguntou ele, tomado pela seriedade.

Etna —respondeu a araven, arfando. —Eu não sou uma feiticeira.

—Ah, mas as coisas vão mudar. Eu sou Oberon, minha cara. E você será a minha nova aprendiz.

O caldeirão sorriu, e Gleen afastou os curiosos de sua cidade, mandando-os de volta a seus trabalhos. Etna relutou, insegura, mas logo se rendeu ao poder do feiticeiro, aceitando-o como mestre. Sentiu que aquilo mudaria sua vida, faria dela um ícone, uma lenda. Sentiu que aquele dia significava um novo começo, e aproveitaria todas as oportunidades. Sentiu que seus poderes estavam libertos e, desde então, cresceriam cada vez mais, garantindo-lhe dons inimagináveis.

E Oberon sentiu tudo aquilo, e via o futuro da maga com seus olhos encantados. Sentiu que, em dias distantes, ela seria um problema. Aceitou o fardo, e faria dela a incrível maga reservada pelo seu destino sombrio e misterioso.

terça-feira, 27 de setembro de 2011

Draconia - Os Olhos de Myrroziel

Olá, leitor!
É com prazer que lhe indico uma obra hoje recém-publicada, chamada Draconia - Os Olhos de Myrroziel! Draconia é o primeiro livro completamente ambientado em Elhanor, mais precisamente na Terra dos Dragões, mostrando-nos a verdade sobre o desaparecimento da raça hoje considerada extinta. Em suas 304 páginas, Draconia nos leva até a vida de Rizel, um ferreiro com sérios problemas de memória, que parte em uma jornada de aventuras e perigos para salvar, ou destruir, uma raça toda.



Veja abaixo a sinopse:

O Deus-Dragão caiu durante a Guerra dos Mitos e, com isso, todos os dragões desapareceram e a raça chegou a ser dada como extinta, restando apenas livros e histórias antigas sobre essas criaturas fantásticas. O que o mundo de Elhanor não sabe é que os dragões ainda existem, e muito bem vivos por sinal.
Num continente há muito esquecido, uma aventura imensa está para começar. É em Draconia que se encontram os dragões e sua magia grandiosa. Mas o Reinado dos Seis está em crise, problemas que a raça jamais imaginou vivenciar. Estavam acomodados naquele lugar, com seus problemas internos, mas longe do conhecimento do povo de Elhanor. Mas até quando isso ainda ia durar?
Pouco, graças à chegada inesperada de um visitante especial, e à Reunião das Cadeiras organizada por Arkhomnagus, o Dragão de Ouro, líder do Conselho de Draconia há tempos. Decisões agora são mais importantes que qualquer coisa, pois podem levar a outra guerra ou coisa pior. Quem é aquele homem? Por que ele é tão importante?
Só o tempo irá dizer...

Draconia é um livro no formato A5 (14,8x21), impresso no papel Pólen Soft, e vendido diretamente no site da editora. Àqueles que desejarem uma edição, podem encontrar o livro mais precisamente AQUI!

A imagem da capa foi feita por Pedro Barbosa de Souza Filho, que pode ser encontrado neste deviantart: http://pedrodfw.deviantart.com/ ; o Logo e a edição de imagem é de autoria de Thais Soares de Oliveira.

Não deixem de conferir a história de Rizel e Elazul pelos incríveis Reinos dos Dragões, numa trama de traições, mistérios, guerras e deuses! Boa leitura!