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quarta-feira, 10 de abril de 2013
Filme/Anime - Hack//Beyond the World
Se essa não é a CG mais bonita que o mundo já viu até então, que alguém atire a primeira pedra e me mostre alguma melhor.
Não é segredo para ninguém que eu sou um grande fã da série .hack//, já tendo conferido diversos dos jogos, na época em que eles davam as caras nos Estados Unidos (saindo, assim, em inglês, para os pobres leigos de japonês, como eu), bem como mangás e animações, incluindo, entre estas, a Trilogy, compilação tridimensional que resume os três jogos da série G.U. É claro que, dentre isso tudo, muita coisa deixou a desejar, não obtendo o mesmo padrão fabuloso que grande parte da série tem, infelizmente, mas não podemos crucificar ninguém por errar algumas vezes, não é? Depois disso, quando fiquei sabendo do lançamento de Hack//Link, versão para PSP do rpg eletrônico online que se joga offline, me animei em vão, já que o jogo jamais ganhou uma tradução americana. Eu já estava perdendo as esperanças de acompanhar a série quando vi que um novo jogo, dessa vez de luta entre os personagens mais famosos, seria lançado para PS3, igualmente sem tradução.
Mas, junto com Hack//Versus, a surpresa.
Hack//Beyond the World, ou, se preferir, Hack//Sekai no Mukou Ni, é uma animação completamente feita em CG, no maior estilo de Final Fantasy VII: Advent Children, porém com melhorias incríveis! Diferente de Advent Children, que buscou a perfeição no que se diz respeito à caracterização de personagens mais próxima do realismo, Hack tentou se afastar disso, deixando tudo colorido, jovial e, acima de tudo, lindo de se ver. As paisagens, os cenários, as construções e até mesmo os personagens figurantes, tudo, tudo MESMO, é incrível de se admirar! Tem tantos detalhes nas passagens que, por vezes, você até se perde enquanto assiste as cenas, tentando ver tudo ao mesmo tempo e, assim, deixando de lado muitas coisas. OI resultado do trabalho duro da equipe da Cyber Connect foi uma maravilha sem igual no termo de animação gráfica, assunto que, cá entre nós, os japoneses dominam. Você pode conferir algumas cenas ao longo dessa postagem, mas nem de perto elas ilustram o quão fantástico é acompanhar a movimentação esplendorosa dos personagens, suas lutas e a interação destes com o mundo ao seu redor, é tudo simplesmente maravilhoso!
Deixando para trás a qualidade da animação, falemos sobre o roteiro em si. Hack//Beyond the World conta a história de Sora, uma garota que, no meio de um bando de nerds que já perdem toda a vida social no jogo mais famoso do mundo, o rpg eletrônico e online The World, sequer sabe do que eles estão falando. Ela tem uma certa 'aversão' a tecnologias, graças a um certo trauma do passado, e por isso nunca se interessou pelo jogo, o que acaba rendendo algumas discussões com seus companheiros de escola. Um belo dia, por livre e espontânea pressão, Sora acaba decidindo testar o jogo e, na pele do avatar Kite, um personagem masculino criado por seu aparelho de interação digital, ela se depara com o que acaba por se tornar a maior aventura surreal de sua vida.
Não é nada muito diferente do que tínhamos nas séries anteriores, correto? Mas é aí que as coisas começam a mudar. Distinto das antigas histórias de Hack, Beyond the World apresenta um grande fluxo de cenas offline, ou seja, no mundo de Sora e de seus amigos, mostrando a relação entre eles na escola e fora desta. Há, é claro, uma grande quantidade de cenas online, que são, no caso, os maiores trunfos para que o filme se mostre assim, incrível, mas essa mistura fez da história mais real e densa. Tivemos OVA's onde conhecemos o mundo exterior, mas a grande maioria dos projetos de Hack sequer se importavam em nos contar como eram os jogadores. Essa modificação deixou a trama mais envolvente, podem ter certeza disso. Sem contar que, além de tudo isso, temos o retorno de avatares conhecidos, bem como a apresentação de novos modelos de personagens e variações de habilidades que os jogos antigos sequer citavam, bem como apetrechos a serem comprados e um sistema de segurança digital bastante eficiente, digno de uma nova expansão do Hack.
Os rumores estão lá, obviamente, nas histórias de Aura e das pessoas que perdiam a consciência jogando The World, e tudo segue o mesmo padrão de sempre, mas com aquele carisma que somente Hack consegue ter. Temos um final meio romancinho Crepúsculo, mas enfim, nem tudo pode ser perfeito, não é? Deixando isso de lado, todos os demais pontos do filme são positivos, e eu adoraria poder apontar um defeito marcante (com exceção desse tal clima meloso do desfecho, bah), mas é tudo tão impactante, de gráficos a trilha sonora, de sequências de ação a diálogos, que eu sequer sou capaz de encontrar algum problema grave nisso tudo, já que a maioria dos pequenos deslizes da produção se escondem no meio de uma beldade cinematográfica animada.
E é isso aí, meus amigos! Para os que conhecem a série, é uma animação obrigatória, e para aqueles que não conhecem, é uma excelente oportunidade para começar a conhecer! O filme não pede uma bagagem para o espectador, mas seria interessante conhecer ao menos o mínimo sobre o mundo de Hack// e The World, nada que não se encontre no Google ou na Wiki oficial da série. Se você é um amante de jogos eletrônicos (em especial de rpg's online) e admira a cultura das animações japonesas, Hack//Sekai no Mukou Ni é um prato cheio para te divertir por quase 2 horas! A grande desvantagem fica em não existir (ao menos até o momento em que essa matéria era escrita) legendas em português, o que, de certo modo, acaba por afastar alguns possíveis interessados. Quem sabe algum fansub não se interessa pela ideia, não é?
Bom filme a todos!
sexta-feira, 12 de outubro de 2012
Anime - Accel World
Assisti recentemente o episódio 24, último da primeira temporada, de mais uma série oriunda das Light Novel. Trata-se de Accel World, franquia criada por Reki Kawahara, a mesma mente fértil por trás de Sword Art Online e que, como tal, trata de um jogo virtual que modifica a vida das pessoas, só que desta vez de uma maneira um pouco menos absurda. No cenário de Accel World, aparelhos chamados de Neuro-Linker são acoplados aos pescoços das pessoas para que elas acionem diversas funcionalidades através de menus interativos que somente o usuário pode ver, entre outras opções.
É aí que surge o Brain Burst, um jogo diferente dos demais, onde se cria um avatar baseado nas emoções, traumas e afins e duela-se com outros jogadores na busca por pontos que possibilitam, em meio a uma série de outras habilidades, o usuário a utilizar-se de uma pausa no correr do tempo, capacitando os aproveitadores a utilizar isso ao seu favor em provas, disputas e similares.
Distante dessa temática mais série quanto a utilização do Brain Burst para coisas do tipo, Accel World trata do mundo acelerado numa eterna disputa territorial pelos reis, representados pelas cores, e nas lutas que garantem pontos na subida de nível dos personagens. Os avatares mais fortes do jogo têm o nível 9, e corre um boato que diz que aquele que alcançar o nível 10 poderá se encontrar com o criador do Accel World. Assim, como a dificuldade para se alcançar o último nível é extremamente absurda, poucos chegam a arriscar seus pontos na empreitada que pode lhes custar o Brain Burst e todas as memórias da época em que este foi utilizado.
Accel World é uma história bastante complexa, em termos. Ela tem detalhes minuciosos, mas também tem tempo para divertir, com direito a cenas graciosas de um romance um tanto forçado, pequenos fanservices para apimentar as coisas (ainda que, em suma, sejam cenas de pouco nexo e finalidade), e confrontos, os quais por vezes são curtos, mas que também demonstram uma movimentação de qualidade admirável (por mais que Sword Art Online tenha recebido um tratamento melhor por parte da empresa que o animou, claro).
Haru, o protagonista da história, é somente um dos personagens carregados de temas complexos do dia-a-dia, como o maltrato, o bullying, entre outros. Eles são bem trabalhados, mas alguns deles participam de cenas dispersas e fracas, coisa que não chega a realmente atrapalhar o desenrolar do roteiro. É óbvio que, por se tratar de uma adaptação de Light Novel, e não ter saído de um mangá com fins unicamente financeiros, o enredo é cheio de subtramas, pontas soltas e amarrações de grande intensidade, e esses 24 episódios, uma primeira temporada que cobriu apenas os primeiros dentre os 12 volumes lançados até agosto de 2012.
Evitando spoilers, deixo aqui a recomendação desta série que, tenho certeza, agradará àqueles que um dia gostaram de .Hack// e outras franquias do gênero, bem como àqueles que procuram histórias focadas em tecnologias futurísticas e jogos virtuais. Não tem o mesmo nível de ação de SAO, obviamente, mas tem o seu charme, e me agradou do início até o fim, com seus altos e baixos, claro, mas com uma trama admirável. Fica a dica!
Até a próxima!
É aí que surge o Brain Burst, um jogo diferente dos demais, onde se cria um avatar baseado nas emoções, traumas e afins e duela-se com outros jogadores na busca por pontos que possibilitam, em meio a uma série de outras habilidades, o usuário a utilizar-se de uma pausa no correr do tempo, capacitando os aproveitadores a utilizar isso ao seu favor em provas, disputas e similares.
Distante dessa temática mais série quanto a utilização do Brain Burst para coisas do tipo, Accel World trata do mundo acelerado numa eterna disputa territorial pelos reis, representados pelas cores, e nas lutas que garantem pontos na subida de nível dos personagens. Os avatares mais fortes do jogo têm o nível 9, e corre um boato que diz que aquele que alcançar o nível 10 poderá se encontrar com o criador do Accel World. Assim, como a dificuldade para se alcançar o último nível é extremamente absurda, poucos chegam a arriscar seus pontos na empreitada que pode lhes custar o Brain Burst e todas as memórias da época em que este foi utilizado.
Accel World é uma história bastante complexa, em termos. Ela tem detalhes minuciosos, mas também tem tempo para divertir, com direito a cenas graciosas de um romance um tanto forçado, pequenos fanservices para apimentar as coisas (ainda que, em suma, sejam cenas de pouco nexo e finalidade), e confrontos, os quais por vezes são curtos, mas que também demonstram uma movimentação de qualidade admirável (por mais que Sword Art Online tenha recebido um tratamento melhor por parte da empresa que o animou, claro).
Haru, o protagonista da história, é somente um dos personagens carregados de temas complexos do dia-a-dia, como o maltrato, o bullying, entre outros. Eles são bem trabalhados, mas alguns deles participam de cenas dispersas e fracas, coisa que não chega a realmente atrapalhar o desenrolar do roteiro. É óbvio que, por se tratar de uma adaptação de Light Novel, e não ter saído de um mangá com fins unicamente financeiros, o enredo é cheio de subtramas, pontas soltas e amarrações de grande intensidade, e esses 24 episódios, uma primeira temporada que cobriu apenas os primeiros dentre os 12 volumes lançados até agosto de 2012.
Evitando spoilers, deixo aqui a recomendação desta série que, tenho certeza, agradará àqueles que um dia gostaram de .Hack// e outras franquias do gênero, bem como àqueles que procuram histórias focadas em tecnologias futurísticas e jogos virtuais. Não tem o mesmo nível de ação de SAO, obviamente, mas tem o seu charme, e me agradou do início até o fim, com seus altos e baixos, claro, mas com uma trama admirável. Fica a dica!
Até a próxima!
quarta-feira, 29 de agosto de 2012
One Piece - Jogo de Browser
Postagem curta, somente para divulgar um projeto que achei muito bacana! Trata-se do One Piece New World, um jogo de browser da série de maior sucesso de todos os tempos, onde você pode criar o seu personagem, seja pirata ou marinheiro, e desbravar os mares do imenso universo de One Piece, enfrentando adversários criados por outros jogadores e ampliando suas características, ao mesmo tempo em que faz viagens para outras ilhas e muito mais! É um jogo simples, um mero rpg jogado diretamente no site, mas muito valioso para os fãs da série que desejam desenvolver personagens nesse universo magnífico.
Fica a dica para quem curte esse tipo de diversão. Confiram agora mesmo no SITE OFICIAL do projeto, e encontre AQUI o guia para iniciantes.
Até a próxima!
Fica a dica para quem curte esse tipo de diversão. Confiram agora mesmo no SITE OFICIAL do projeto, e encontre AQUI o guia para iniciantes.
Até a próxima!
quinta-feira, 16 de agosto de 2012
Animes - Hajime no Ippo New Challenger
Eu adoro boxe.
Sério, adoro mesmo, tanto que já pratiquei e agora pretendo voltar a praticar logo. Mas esse não é o assunto da postagem. O verdadeiro assunto é sobre um anime que até hoje julgo meu favorito, o qual abandonei tempos atrás na esperança de que saíssem vários episódios, mas me enganei. Hajime no Ippo foi uma série que me marcou por completo quando a vi, percorrendo a estrada de seus 76 episódios, um OVA e um filme na mesma velocidade dos punhos de Ippo, aprendendo muito do que sei hoje e admirando demais o trabalho do autor, que certamente precisou de uma enorme pesquisa para criar os personagens e seus estilos de luta, todos eles baseados em caracterizações reais, personalidades do boxe e golpes que marcaram época na história das lutas de ringue. Após o término dessa série, cinco anos se passaram antes que a segunda temporada (em termos, já que a primeira leva de episódios marcou três temporadas de 25-26 episódios) fosse criada, e esta é New Challenger, a continuação direta de Hajime no Ippo, agora apresentando uma nova fase dos personagens e alcançando até a luta pelo campeonato mundial de Takamura, o que, no mangá, é encontrado nos arredores do volume 40.
Ah, sim, o mangá de Hajime no Ippo sai até hoje, com cerca de 90 volumes publicados no total, chegando quase aos 1000 capítulos. A série não vende como antes, obviamente, mas ainda tem seus fãs fiéis e adeptos que a utilizaram como escada para se render à prática do esporte. É uma saga que tem muito o que contar, deixando de lado os fillers criados nas animações para que o mangá possa se distanciar do anime, e tudo é muito bem feito! As lutas são impressionantes, bem como o roteiro em si, com a história de vida de cada personagem sendo apresentada de maneira única e exclusiva, o que nos deixa sem saber o que é certo e errado, quem merece realmente a vitória e, antes do último gongo soar, quem será o vencedor.
Uma das coisas que mais me deixa feliz em Hajime no Ippo são as surpresas. As coisas acontecem de maneira inesperada, e muitas vezes o resultado é chocante! Os protagonistas, geralmente imbatíveis e inalcançáveis, perdem. Sim, eles perdem, como quaiquer humanos podem perder em qualquer esporte. Eles perdem e continuam a lutar, treinam e fazem o possível para superar os obstáculos, crescem como pessoa e como lutadores, e nós, espectadores dessas histórias, crescemos junto deles, tendo os personagens como exemplos de superação e determinação para todas as situações da vida, e não só para o treino de um determinado esporte ou estilo de luta.
Quando alcancei o 26º episódio de New Challenger, o último dessa temporada lançada em 2009, eu me decepcionei. Não pela qualidade, jamais, o anime continua no topo de minhas séries, liderando o meu favoritismo. Me decepcionei ao ver que essa série que tem tudo para ser a melhor série de todas e conquistar tantos outros fãs terminou ali, e até então não teve sua continuação anunciada, apesar de rumores dizerem respeito a uma terceira temporada que daria continuidade ao fim de New Challenger. Há muitas outras histórias para contar, muitos personagens para dar as caras e mostrarem os plots trabalhados pelo autor, mas ainda assim a animação é feita sem pressa ou ânimo. Ao menos a qualidade está lá, sempre, e tenho certeza que, quando a nova temporada chegar, ela vai surpreender e garantir arrepios como todos os demais episódios garantiram.
Hajime no Ippo é um marco das animações esportivas, e também um shonem de excelente qualidade, o que não deveria necessariamente afastar o público feminino. Acompanhamos o crescimento de Ippo e sua timidez, assistindo-o tentar conquistar a garota que ele gosta, chamar sua atenção, manter suas amizades e rivalidades e superar todos os desafios que lhe são impostos, tudo isso enquanto fulmina os sacos de pancada nos treinamentos da vida. Se você ainda não assistiu a série principal, não sabe o que está perdendo! São episódios que mostram tantos exemplos de vida que nós sequer sabemos o que fazer depois de assistir, e o fôlego até falta em diversas cenas. As lutas podem parecer óbvias, mas as reviravoltas são imensas, e muitas vezes eu me pegava torcendo para um personagem como se luta real fosse, cerrando os punhos junto dele na intenção de motivá-lo a vencer um combate cujo resultado fora decidido muito tempo antes pelas mãos de um incrível mangaká.
Recomendo com todas as minhas forças o boxe, seja no Hajime no Ippo, seja nos treinamentos para a vida. É um esporte que garante saúde, bom condicionamento físico e te livra do stress sem garantir aquela agressividade que alguns estilos de luta causam nos instruendos. Sou suspeito para falar, mas dê uma chance em uma aula gratuita, garanto que não vai se arrepender!
Até a próxima!
sábado, 4 de agosto de 2012
One Piece - 15 anos de pirataria!
Hoje é uma data especial, certamente.
Quinze anos atrás, quando 4 de agosto chegou, o mangá que se tornaria a maior febre mundial começou, tímido e exótico, sem medo de ousar, de apresentar uma criatividade sem igual, de narrar as lendas de um cenário magnífico e nos mostrar, por meio de várias aventuras, as novas lendas do mesmo mundo.
Isso é One Piece, a história de Eiichiro Oda que nos apresenta Ruffy, um homem de borracha que deseha se tornar o novo rei dos piratas.
Mas Ruffy nunca esteve sozinho nessa empreitada. Ele conta com ajuda de vários companheiros, cada qual desempenhando suas funções no navio. São eles Zoro, Nami, Sanji, Chopper, Usopp, Robin, Franky e Brook, que dão luz à formação atual dos piratas do chapéu de palha, guiando os espectadores por sagas fantasiosas, interagindo com personagens cada vez mais estranhos e marcantes, correndo atrás de seus sonhos e desejos e lutando, lutando mesmo, para que todos eles se tornem realidade.
Nesses 15 anos de publicação, One Piece mostrou infindáveis personagens fabulosos, e todos eles são vivos, vivos de verdade, tendo sonhos, passados melodramáticos e histórias a contar. Há mistérios até então não resolvidos, e é essa a graça dessa história: por mais que acompanhemos seus mais de 600 capítulos, mais de 500 episódios e mais de 10 filmes, ainda há muito pela frente, e Oda sempre surpreende! Ele cria coisas novas a cada instante, coisas que mente alguma era capaz de imaginar, e elas estão ali, imersas no cenário como se realmente existissem, peculiaridades que, no mundo de One Piece, soam natural, mundanas, ainda que fantásticas.
One Piece é um shonen e, como tal, tem lutas e ação desenfreada, mas também conta com um roteiro elaborado demais! Com diversas cenas memoráveis e frases tocantes, os arcos dessa imensa aventura vão te proporcionar risadas, gargalhadas, lágrimas e arrepios, tudo de uma só vez, conforme você assiste princesas covardes que têm de lutar por seus reinos, navios que choram pela despedida de seus tripulantes, famílias que enfrentaram horrores sem igual ante o desprezo de poderes indizíveis e outras situações similares, todas repletas de drama pessoal, histórias de vidas, amor e ódio, amizade e rivalidade.
Eu não pretendo analisar One Piece aqui. Em 15 anos de publicação, milhares de sites, blogs e revistas já o fizeram. Essa postagem é apenas para parabenizar a série, e também o seu autor, por mais um ano de força e sucesso, e desejar, com toda a vontade do mundo, que ela continue assim. É uma franquia japonesa, sim, bastante forte no mundo todo, apesar de não bater animações da Disney e similares quanto ao que diz respeito às crianças e tudo mais, mas One Piece está aí, presente e marcante, disposta a continuar a navegar por mares cada vez mais revoltos, contar histórias mais e mais fantasiosas e conquistar o coração das pessoas, de crianças a adultos, e até mesmo dos mais velhos, com seus personagens carismáticos e suas cenas inesquecíveis.
Agora, com o Novo Mundo, One Piece provou que tem muito fôlego ainda! Os personagens mudaram, cresceram e ficaram mais fortes, e ainda há muito para ser feito, portanto, subam as velas e as bandeiras de crânios com chapéu de palha!
Através dessa homenagem, anseio pelo futuro da série que marcou minha infância e adolescência, e que até hoje me acompanha, ainda propiciando as mesmas sensações, as mesmas emoções e o mesmo desejo de saber qual destino aguarda Ruffy e seus companheiros.
Parabéns, One Piece.
E obrigado, Oda.
domingo, 29 de julho de 2012
Anime - Bakemonogatari
Há algum tempo, voltei a assistir alguns animes que tinha abandonado meses atrás, e esse é o caso de Bakemonogatari. São somente 15 episódios, eu sei, mas o tempo é complicado por aqui, ainda mais conciliando trabalho, faculdade e escrita. É tenso. Ontem consegui terminá-lo, enfim, e o resultado foi incrível! Os cinco últimos episódios me motivaram a escrever esse pequeno texto sobre a série e, bom, é melhor começar do início, hehe.
Bakemonogatari é um anime baseado numa série de Light Novel, cada qual apresentando um caso das Singularidades, lendas orientais que tomam conta dos personagens, criando assim situações bizarras e perigosas, como é o caso do Caranguejo que anula o peso de uma pessoa, do Macaco que lhe garante forças e descontrole, do Gato que cria uma segunda personalidade com base no stress reprimido, coisas do tipo. É fantasia, sim, mas ela também conta com uma boa dose de situações do cotidiano, e esse é um dos pontos fortes da série. Apesar de se focar em somente um garoto, rodeado por mulheres estranhas, como de costume, Bakemonogatari não precisa apelar para conteúdo abusivo ou de índole duvidosa. Ele conta o que tem de contar, com uma animação que, particularmente, achei extremamente criativa, apesar de se basear em sequências de imagens velozes, textos, fotos de paisagens reais e pessoas reais e também imagens sem nexo algum. Tudo isso auxilia na criação do clima sombrio e insano que circunda o cenário das Singularidades.
O personagem principal, Araragi, é um vampiro, um pseudo-vampiro, um meio-vampiro, ou como preferir. Vinculado a ele, temos a pequena Shinobu, uma garota que precisa estar perto dele para que possa usar seus poderes, se alimentando de seu sangue vez ou outra. Araragi é o exemplo prático de 'bonzinho-só-se-fode', sempre disposto a ajudar todo mundo, o que não faz dele um protagonista banana, muito pelo contrário. Vemos situações que muitas vezes acontecem na vida real, que aproveitam-se da ficção para criticar a atitude de certas pessoas em momentos chave.
Há referências, sangue, efeitos bons, diálogos que prendem, cenas inertes, ou seja, existe de tudo em Bakemonogatari. Ele tem episódios que realmente prendem sua atenção, pois uma piscadela errônea pode custar todo o entendimento da cena. Bakemonogatari tem 15 episódios, e já conta com uma segunda temporada, Nisemonogatari, a qual eu comecei a assistir também. É altamente recomendado para quem busca uma obra inteligente, sério. Ela tem um excelente roteiro e, apesar de não contar com cenas de lutas frequentemente, possui um gráfico e uma produção que deixa incontáveis shonem para trás. Recomendadíssimo!
Até a próxima!
Bakemonogatari é um anime baseado numa série de Light Novel, cada qual apresentando um caso das Singularidades, lendas orientais que tomam conta dos personagens, criando assim situações bizarras e perigosas, como é o caso do Caranguejo que anula o peso de uma pessoa, do Macaco que lhe garante forças e descontrole, do Gato que cria uma segunda personalidade com base no stress reprimido, coisas do tipo. É fantasia, sim, mas ela também conta com uma boa dose de situações do cotidiano, e esse é um dos pontos fortes da série. Apesar de se focar em somente um garoto, rodeado por mulheres estranhas, como de costume, Bakemonogatari não precisa apelar para conteúdo abusivo ou de índole duvidosa. Ele conta o que tem de contar, com uma animação que, particularmente, achei extremamente criativa, apesar de se basear em sequências de imagens velozes, textos, fotos de paisagens reais e pessoas reais e também imagens sem nexo algum. Tudo isso auxilia na criação do clima sombrio e insano que circunda o cenário das Singularidades.
O personagem principal, Araragi, é um vampiro, um pseudo-vampiro, um meio-vampiro, ou como preferir. Vinculado a ele, temos a pequena Shinobu, uma garota que precisa estar perto dele para que possa usar seus poderes, se alimentando de seu sangue vez ou outra. Araragi é o exemplo prático de 'bonzinho-só-se-fode', sempre disposto a ajudar todo mundo, o que não faz dele um protagonista banana, muito pelo contrário. Vemos situações que muitas vezes acontecem na vida real, que aproveitam-se da ficção para criticar a atitude de certas pessoas em momentos chave.
Há referências, sangue, efeitos bons, diálogos que prendem, cenas inertes, ou seja, existe de tudo em Bakemonogatari. Ele tem episódios que realmente prendem sua atenção, pois uma piscadela errônea pode custar todo o entendimento da cena. Bakemonogatari tem 15 episódios, e já conta com uma segunda temporada, Nisemonogatari, a qual eu comecei a assistir também. É altamente recomendado para quem busca uma obra inteligente, sério. Ela tem um excelente roteiro e, apesar de não contar com cenas de lutas frequentemente, possui um gráfico e uma produção que deixa incontáveis shonem para trás. Recomendadíssimo!
Até a próxima!
sexta-feira, 30 de dezembro de 2011
Trinity Blood
Postando hoje para comentar sobre uma série que admiro muito, originalmente desenvolvida como Light Novels, adaptada depois de muito tempo para um mangá fiel aos livros e uma animação com final alternativo. Estou falando de Trinity Blood, uma série de vampiros e muito mais. Vamos conhecer um pouco mais sobre a franquia.
Trinity Blood foi escrita por Sunao Yoshida e ilustrada por Thores Shibamoto e, como toda boa Light Novel, passou por uma serialização antes de ser transformada em livros. Por carregar a temática vampírica, e também devido às ilustrações impecáveis de Shibamoto, a série é bastante comparada com outra franquia de vampiros bem famosa, Castlevania, mas devo lhes garantir que as diferenças são enormes. Em Trinity Blood, os vampiros são uma ameaça, em termos. Além disso, há um predador para a raça dos sanguessugas: os Kresnik. Existiram apenas quatro dessa nova raça de predadores de vampiros, capazes de armazenar seus poderes até o momento em que forem necessários, e só então liberá-los, controlando-os com perfeição.
Os doze volumes da Light Novel de Trinity Blood foram publicados entre 2001 e 2005, mas infelizmente, antes do término da história, o autor faleceu. Usando de anotações sobre o final planejado por Yoshida, Kentaro Yasui (autor das Light Novels de Ragnarok) deu continuade à série, terminando-a de acordo com os desejos de seu amigo.
Em 2004, alguns meses antes da morte do autor original, foi iniciada a publicação do mangá, que hoje conta com 14 volumes, ainda sendo publicado em ritmo vagaroso. O traço de Kiyo Kyujyo é shoujo, mas seu detalhismo é impressionante, retratando com perfeição as vestimentas garbosas e elegantes dos personagens, assim como a luxúria de seus atos e de seus olhos. Foi aclamado pelo público por seguir bastante das Light Novels, diferente da animação, que possuiu apenas 26 episódios serializados em 2005 e contou com um final diferente do original. Ainda assim, o mangá é apontado por abusar das cenas de comédia, o que por vezes quebra o clima e a seriedade da história.
A trama nos leva até o Vaticano, uma organização especializada em combater os vampiros revoltados com os humanos, e seu eterno conflito contra a Rosenkreuz Orden (Ordem de Rosa Cruz), liderada por Contra Mundi. Lá, somos apresentados a uma série de personagens profundos e tocantes, entre eles o padre Abel Nightroad e a "freira" Esther Blanchett. Além destas duas forças, existe também a Inquisição, e uma série de personagens independentes, mas nem por isso pouco trabalhados.
Por fim, deixo minha recomendação a esta série gloriosa, nada menos do que um tesouro do Japão. Já asisti a animação, e adquiri recentemente os 13 volumes do mangá publicado no Brasil pela Panini (ainda que almejasse as Light Novels em inglês, mas enfim), logo devo resenhá-las aqui no blog, portanto, aguardem. Ou não, e confiram esta série para que possa tirar as suas próprias conclusões, não vão se arrepender.
Até a próxima!
segunda-feira, 28 de novembro de 2011
Anime - Madoka Magika - Impressões
Olá, companheiros!
Sinceramente, nem sei como começar esta postagem. Poderia falar bastante sobre minhas impressões, fazer uma resenha, detalhar os pontos positivos e negativos (se houver), sei lá. Na verdade, tanto faz. Mas, para mim, é um pouco difícil comentar sobre Madoka Magika. Acabei de terminar o último episódio e, bom, me surpreendi. Achei algo no início, mas confiei nas críticas, nas resenhas, nas recomendações. Segui, o episódio 3 me tocou, como prometido. Mantive o ritmo, e logo o 8 e o 9 me chamaram a atenção, e então o 10 me fez perceber que, sinceridade, este é o melhor anime que já vi na vida. Desculpem se parece exagero, mas infelizmente não existem outras palavras para resumir o que esses 12 episódios me fizeram sentir. É simplesmente magnífico, ainda mais sabendo que o projeto começou na animação, sem um mangá ou light novel para seguir o roteiro (ambos vieram depois do anime), e ainda assim conseguiram construir um cenário único, um universo amplo, personagens carismáticas e um enredo emocionante.
Como isso é possível?
Assista e tire suas próprias conclusões. Garanto que não vai se arrepender.
Mahou Shoujo Madoka Magika conta a história de Madoka, uma garota de cabelo rosa e timidez absurda, a típica protagonista japonesa de historias bonitinhas e infantis. Num primeiro momento, temos a impressão de que será algo rosado e garboso, como o gênero, garotas mágicas, faz parecer. Para aqueles que já assistiram Sakura Card Captors e Sailor Moon, podem esperar certas semelhanças no início. Então, todo mundo se tranquiliza. Ora, mais um anime legalzinho de magia e purpurina, não é?
De modo algum.
O plot de Madoka nos apresenta às Bruxas, criaturas que se aproveitam das pessoas, as grandes vilãs do universo do anime. Bruxas não podem ser caracterizadas como criaturas: por vezes, cada uma delas se mostra como um conceito, um universo dentro da barreira em que se escondem, uma existência muito além de um ser. Assim, as garotas mágicas recebem um desejo qualquer em troca dos poderes para lutar contra essas bruxas, e assim temos tudo o que um enredo japonês precisa para se prender a 600 episódios.
Opa, tem mais.
Não é tão simples assim. Conforme os episódios passam, vemos que a luta contra as tais Bruxas não são repletas de flores e cores. Há sangue, tortura e insanidade, e morte. Todas essas crueldades não são apresentadas como em Gantz ou demais animes sanguinolentos, mas também não são retratadas como paisagens floridas, assim como acontece em outras animações do gênero mahou shoujo. Vemos que as batalhas são intensas e que, por vezes, é impossível vencer. O desejo antes da transformação pode parecer tentador, mas então conhecemos as desvantagens, e logo a balança parece desequilibrada, diferenciando para um lado sombrio e terrível.
Ao longo de seus 12 episódios, Madoka surpreende. Certamente aqueles que admiram o gênero de garotas mágicas não vão gostar desse anime, parte por sua temática séria e insana, parte por seu roteiro confuso e detalhado, repleto de reviravoltas e cenas chocantes. O episódio 10, por exemplo, revela algo não tão inesperado, mas emociona pela profundida das cenas, pelo desenvolvimento dos diálogos e das personagens, pelo excelente trabalho da equipe. O final não decepciona, ainda que deixe brechas para futuras continuações, ou outros tipos de arrecadação financeira com base em um título famoso. Temos previsão para três filmes, iniciando a produção em 2012, sendo dois deles responsáveis por recontar a história da animação e o terceiro, cujo plot será original e novo, ainda é um mistério.
Se posso apontar uma desvantagem é a baixa quantidade de episódios. Não é ruim, pelo contrário, nos poupou de cenas forçadas de comédia tosca e os famosos tapa-buracos que ganham minutos numa animação. Mas faz falta ao acabar, e isso é, geralmente, bom. À frente, além dos filmes, temos mangás prontos, um deles contando a história do anime, os outros dois contanto histórias paralelas no mesmo universo, passadas com outras personagens. Sem contar o jogo que está sendo produzido para PSP, com previsão de lançamento para março de 2012.

Enfim, Madoka marcou época, e talvez seja o melhor anime de 2011 (para mim, certamente o é!). Mesmo Persona 4 e toda sua bajulação não foi capaz de alcançar a qualidade gráfica e criativa de Madoka Magika. Seja nas personagens, seja na temática abordada de maneira teatral, cada um dos 12 episódios nos deixa uma mensagem, ainda que sugestiva, sobre as dificuldades que todos nós estamos sujeitos a enfrentar. É fácil dizer estar preparado, mas nem sempre as coisas são tão simples quanto parecem.
Extremamente recomendado, feche agora seu navegador e vá assistir o primeiro episódio, se ainda não o fez.
Até a próxima!
quarta-feira, 23 de novembro de 2011
Anime - DuRaRaRa! - Impressões

Acabei de terminar o último episódio de DuRaRaRa!, uma série dos mesmos criadores de Baccano, que muito me chamou a atenção. Há tempos não assistia um anime que me prendesse, passando aquela sensação de curiosidade ao fim de cada episódio, sempre deixando instigado aqueles que acompanham suas cenas. Ao fim de seus 25 episódios (mais um OVA que se encaixa após o episódio 12, chamado de 12,5), DuRaRaRa! prova que não são necessárias sequências de combate alucinantes para se produzir uma boa série.
O anime conta a história de Ryuugamine Mikado, um garoto do interior que chega à cidade grande, onde encontra um antigo amigo de infância, Kida Masaomi. Lá, inscreve-se numa escola chamada Raira, onde conhece Sonohara Anri, e logo somos apresentados a estes três personagens, o trio de protagonistas da série. De início, pode parecer um triângulo amoroso bobinho e teen, mas não há nada desse tipo no enredo. Muito pelo contrário, temos lendas urbanas, roteiros insanos de personagens ainda mais endoidecidos, disputas de organizações rebeldes e um homem que deseja causar o caos, controlando todas as facções por um tabuleiro, usando apenas de seus contatos e suas informações.

Além dos protagonistas, temos diversos outros personagens interessantes, como Selty, Heiwajima Shizuo, Orihara Izaya, e muito mais. Selty, a Motoqueira Negra, é uma das melhores propostas da série, possivelmente a ideia para o nome da animação: Selty é uma Duulahan (Durahan para os japoneses), uma fada da mitologia celta conhecida por fazer aparições sem sua cabeça, montando um cavalo igualmente degolado e despejando sangue humano em suas vítimas. No anime, Selty é muito mais simpática do que a lenda diz, e sua história é diferenciada. Vemos a caracterização de uma criatura mitológica como uma pessoa qualquer, mesmo sem a cabeça. Ela vive, toma banho, conversa (usando as notas de um aparelho celular), tudo o que uma pessoa qualquer faria. Uma ideia original e criativa, ponto para o autor.
Mas a Duulahan não é a única referência usada pelos autores. Há diversas outras, como alienígenas, policiais macabros, histórias onde os homens abusam de uma força surreal, e muito mais. O próprio Izaya é uma referência às criaturas das lendas japonesas.
Seguindo o plot principal, temos incontáveis reviravoltas, surpresas e novidades surgindo a cada episódio, o que sempre nos deixa na vontade de assistir o próximo. As cenas de reprise encaixadas no meio da abertura dão um clima de trailer extremamente agradável, deixando de lado o tempo perdido por repetição de cenas anteriores, antes do episódio propriamente dito começar. Aproveitando a deixa sobre a abertura, temos duas introduções e dois encerramentos. Eu, particularmente, gostei de ambas as aberturas, mas não me identifiquei com as músicas de encerramento. As sequências de animação usadas nas apresentações são incríveis, e nos apresentam os nomes dos personagens, ajudando a decorar (pois são muitos, e cada um deles tem sua história desenvolvida e explicada durante a série).
Obviamente, não vou falar sobre o final, mas posso adiantar que foi um pouco que apressado, por não encontrar palavra melhor. Assisti ao episódio 24 com aquela esperança de algo a mais, e me decepcionei um pouco ao saber que o 25 não era um novo episódio da série principal, mas sim um OVA. Ainda assim, muitas coisas são explicadas, e boa parte do que é deixado no ar, provavelmente, foi uma opção dos criadores. Existem coisas que não necessitam de explicação, ou mesmo que dão margem aos fãs para caracterizarem o que suas mentes permitirem (como é o caso de Izaya).
Não conhece DuRaRaRa! ainda? Ora, não perca tempo, adquira já os seus DVD's (ou encontre seus link's na internet, seu pirateiro! Haha! :P) e acompanhe essa criativa história com seus personagens chamativos e envolventes.
Até a próxima!
sábado, 12 de novembro de 2011
Anime - Madoka Magika

Olá, companheiros!
Recentemente comecei a assistir mais uma animação japonesa. Dessa vez é um anime curto, o famoso Madoka Magika com seus 12 episódios. Trouxe para cá porque me surpreendeu, assim como aos outros, por sua temática inovadora para o gênero da história.
Quando pensamos em garotas mágicas, é inevitavel não lembrar de Sailor Moon, Rayearth, Sakura Card Captors, entre outros animes onde tudo são flores, e mesmo os mais problemáticos dos empecilhos são resolvidos pelas habilidades absurdas das lindas garotinhas. Madoka começa dessa mesma maneira, no mais tradicional clichê de 'oi, tudo bem, sou um cara fodão, tá afim de ser super-herói?'. Mas uma coisa é certa: pessoas que são fãs do gênero garotas mágicas não vão se dar bem com essa história.

Para começar, apesar do traço bonito e aparentemente infantil, o cenário desenvolvido por Madoka Magika é imenso, e cruel. Sim, cruel, por incrível que pareça. Muita gente cita 'o marcante episódio 3' como aquele onde as coisas são mostradas na forma real, portanto, não tire suas conclusões sobre a obra. Assista, vale muito a pena, apesar de curto. O plot pode parecer simples, mas há muita coisa envolvida e diversas pontas que, de acordo com as demais resenhas que tive contato, são fechadas de maneira coesa. Para aqueles que se tornaram fãs da série, há a excelente notícia de que 2012 será o ano dos longa-metragens. A princípio será uma trilogia, onde os dois primeiros filmes contarão a história do anime novamente, enquanto o terceiro terá uma história nova.
Madoka Magika é uma boa animação, diferente de tudo 0 que se pode pensar. Recomendo, e logo trarei minhas impressões quanto ao fim da série.
Até a próxima!
segunda-feira, 7 de novembro de 2011
Anime - DuRaRaRa!
Olá, companheiros!
Postagem rápida, só para comentar sobre um animê que tenho assistido nos últimos dias: DuRaRaRa!
DuRaRaRa! é uma série de 25 episódios, mais um OVA entre o 12 e o 13, dos mesmos criadores de Baccano. Nunca assisti Baccano, então não posso comentar sobre esta, mas DuRaRaRa! me chamou muito a atenção devido à sua criatividade, à trama envolvente e ao tratamento dos personagens pelos autores. E por falar em personagens, são muitos! Cada um deles tem a sua história, sua motivação, seu objetivo e, no fim, está tudo relacionado.
O que mais me prendeu nessa série é o uso das referências mitológicas e floclóricas, como a Duulahan (Durahan no Japão), uma lenda da Irlanda, mais precisamente da mitologia celta, sobre uma fada sem cabeça que monta um cavalo negro, também degolado, carregando uma foice que a simboliza como morte e um balde de sangue, que atira naqueles que deseja assustar. Mexer com esse tipo de lendas já me transforma num fã, e DuRaRaRa! ainda foge de todos os clichês, criando uma cidade aparentemente normal, do contemporâneo, e a transformando em algo místico, repleto de acontecimentos bizarros e personalidades, lendas urbanas e mitos.
DuRaRaRa! já está completo, pode ser encontrado à venda ou em sites de animês, e é altamente recomendado! Ajuda bastante aos autores que desejam tratar de temas obscuros ou desenvolver suas próprias bizarrices, podem ter certeza!
Até a próxima!
sexta-feira, 7 de outubro de 2011
Anime - Persona 4 Animation
Olá, companheiros.
Assisti hoje, fresquinho, o primeiro episódio de Persona 4 Animation, a série japonesa que contará a história do jogo de mesmo nome, lançado no Playstation 2, que logo contará com um remake para o mais novo portátil da Sony, o Playstation Vita. Persona é uma série gloriosa, marca registrada da Atlus e rainha da franquia Shin Megami Tensei, já contando com uma animação anterior a essa, Persona: Trinity Souls. Porém, diferente de P4A, Trinity Souls contou uma história alternativa, passada dez anos após os acontecimentos de Persona 3. Não que seja ruim, foi muito bem criticada, e eu, particularmente, gostei, mas contar a história original do jogo seria ótimo, e parece que dessa vez os nipônicos acertaram em cheio.

24 minutos foi pouco tempo para a introdução, que foi contada às pressas, mas 100% fiel ao jogo. Ao menos, pelo primeiro episódio, a série promete deixar mesmo quem não jogou totalmente inteirado com o enredo, e relembrar fatos marcantes e cenas fantásticas àqueles que completaram o rpg de PS2. A dublagem ficou boa, até o limite que poderia ficar, a trilha sonora do game está lá, perfeita como de costume, e até mesmo aquele efeito da passagem de dias, com as condições climáticas e o calendário, perfeito!
O desenho está bom, talvez não com toda a qualidade que a indústria de animação tem a oferecer, claro, mas está bonito de se ver, inclusive a movimentação. Logicamente, algumas cenas de exagero japonês foram somadas ao roteiro, ganhando tempo e risadas daqueles com humor fraco, mas mesmo essas não parecem forçadas durante o tempo do episódio. Eu não gosto, mas, para quem ri fácil com os animes de comédia, é um prato cheio.
E o plot está todo lá, sombrio e misterioso, ou seja, fiel. A primeira morte foi muito bem retratada, assim como a passagem para dentro da televisão. Não vou me alongar para não acabar citando spoilers a quem ainda não jogou, mas recomendo. Se já jogou qualquer jogo da série, assista. Se não jogou ainda, assista mesmo assim, e aproveite os dias de um episódio ao outro para escolher qual vai ser o primeiro jogo da sua lista, hehe.
Persona 4 Animation começou no dia 6 de outubro de 2010, e tem previsão para 12 ou 13 episódios, mas poderia durar ainda mais. Tales of Abyss, que segue um jogo com a mesma carga horária, teve seus 26 episódios. Quem sabe a Atlus não nos presenteie com um Persona longo também, hehe.
Até a próxima!
Assisti hoje, fresquinho, o primeiro episódio de Persona 4 Animation, a série japonesa que contará a história do jogo de mesmo nome, lançado no Playstation 2, que logo contará com um remake para o mais novo portátil da Sony, o Playstation Vita. Persona é uma série gloriosa, marca registrada da Atlus e rainha da franquia Shin Megami Tensei, já contando com uma animação anterior a essa, Persona: Trinity Souls. Porém, diferente de P4A, Trinity Souls contou uma história alternativa, passada dez anos após os acontecimentos de Persona 3. Não que seja ruim, foi muito bem criticada, e eu, particularmente, gostei, mas contar a história original do jogo seria ótimo, e parece que dessa vez os nipônicos acertaram em cheio.

24 minutos foi pouco tempo para a introdução, que foi contada às pressas, mas 100% fiel ao jogo. Ao menos, pelo primeiro episódio, a série promete deixar mesmo quem não jogou totalmente inteirado com o enredo, e relembrar fatos marcantes e cenas fantásticas àqueles que completaram o rpg de PS2. A dublagem ficou boa, até o limite que poderia ficar, a trilha sonora do game está lá, perfeita como de costume, e até mesmo aquele efeito da passagem de dias, com as condições climáticas e o calendário, perfeito!
O desenho está bom, talvez não com toda a qualidade que a indústria de animação tem a oferecer, claro, mas está bonito de se ver, inclusive a movimentação. Logicamente, algumas cenas de exagero japonês foram somadas ao roteiro, ganhando tempo e risadas daqueles com humor fraco, mas mesmo essas não parecem forçadas durante o tempo do episódio. Eu não gosto, mas, para quem ri fácil com os animes de comédia, é um prato cheio.
E o plot está todo lá, sombrio e misterioso, ou seja, fiel. A primeira morte foi muito bem retratada, assim como a passagem para dentro da televisão. Não vou me alongar para não acabar citando spoilers a quem ainda não jogou, mas recomendo. Se já jogou qualquer jogo da série, assista. Se não jogou ainda, assista mesmo assim, e aproveite os dias de um episódio ao outro para escolher qual vai ser o primeiro jogo da sua lista, hehe.
Persona 4 Animation começou no dia 6 de outubro de 2010, e tem previsão para 12 ou 13 episódios, mas poderia durar ainda mais. Tales of Abyss, que segue um jogo com a mesma carga horária, teve seus 26 episódios. Quem sabe a Atlus não nos presenteie com um Persona longo também, hehe.
Até a próxima!
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